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Preparação para o El Niño é tema de debate no Senado

Durante uma sessão temática, especialistas e parlamentares discutiram a necessidade de o Brasil se preparar para os impactos do El Niño, que promete ser...
Foto: Senado Notícias

O fenômeno climático conhecido como El Niño deverá afetar o Brasil com maior intensidade em 2026, exigindo uma preparação adequada do país. As previsões indicam que esse evento, que normalmente traz chuvas fortes para a Região Sul e períodos de seca no Norte e Nordeste, poderá ter impactos significativos a partir do segundo semestre. Apesar de o Brasil já dispor de ferramentas para prever esses fenômenos, há uma necessidade urgente de aprimorar as políticas de prevenção, conforme foi discutido em sessão temática realizada no Senado no dia 28 de maio de 2026.

Conduzido pelo senador Esperidião Amin (PP-SC), o debate contou com a participação de representantes do governo, especialistas e parlamentares. A reunião abordou a origem do El Niño, que resulta do aquecimento anômalo das águas do Oceano Pacífico Equatorial, alterando a circulação atmosférica e, consequentemente, o clima global. O senador Hermes Klann (PL-SC) destacou que o fenômeno pode fazer de 2027 o ano mais quente já registrado, segundo projeções de pesquisadores do Centro Europeu de Previsões Meteorológicas de Médio Prazo.

Hermes Klann, que participou do evento de forma on-line, enfatizou que o Brasil já não se depara com eventos climáticos isolados, mas sim com uma nova realidade climática que demanda ações efetivas. Ele ressaltou que a questão não é a falta de previsões, mas sim a ausência de medidas preventivas adequadas por parte do governo. A necessidade de um planejamento que vá além de documentos formais foi um ponto central levantado durante o encontro.

Esperidião Amin reafirmou a importância da sessão ao buscar reunir informações e discutir estratégias que visem proteger a agricultura, o abastecimento de água e as comunidades que residem em áreas suscetíveis a deslizamentos. O senador destacou que é essencial agir para mitigar os danos que o El Niño pode causar, e que os gestores públicos precisam garantir que seus planos sejam viáveis e eficazes.

Além disso, Klann sugeriu que a discussão sobre o El Niño deve envolver também a sociedade civil, entidades do setor produtivo e instituições sociais, uma vez que parte da população pode não estar suficientemente informada sobre o tema. Amin anunciou que as recomendações feitas durante o debate serão utilizadas para atualizar a cartilha do Senado sobre o assunto, sendo que a primeira edição foi lançada em 2023.

A sessão contou ainda com a presença do coordenador-geral de ciências da terra do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), José Antônio Aravéquia, do deputado federal Carlos Chiodini (MDB-SC), do prefeito de Navegantes (SC), Ricardo Muniz Ventura, e do jornalista Fernando Gabeira.

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