Um ataque realizado por drones russos contra a Ucrânia resultou em ferimentos a duas pessoas em Galați, uma cidade localizada no leste da Romênia, nesta sexta-feira, 29 de maio de 2026. O drone Geran-2, também conhecido como Shahed-136, causou uma explosão seguida de incêndio no décimo andar de um edifício residencial, forçando 70 moradores a evacuarem suas casas.
A ofensiva, que envolveu o lançamento de 232 drones e um míssil balístico direcionados à infraestrutura portuária de Izmail, próxima à fronteira romena, começou durante a madrugada. As autoridades romenas, através de seus radares militares, identificaram a entrada de um dos drones no espaço aéreo do país. Em resposta à ameaça, a Força Aérea da Romênia mobilizou dois caças F-16 e um helicóptero para monitorar a situação.
A detecção do drone ocorreu quatro minutos antes de seu impacto. Às 3h, o equipamento atingiu o telhado de um edifício em Galați, resultando na detonação da carga explosiva e gerando chamas no décimo andar. Equipes de emergência foram acionadas para controlar o incêndio e as pessoas feridas foram levadas ao Hospital Clínico de Emergência do Condado de Galați, apresentando escoriações.
O general de brigada Gheorghe Maxim destacou que as forças romenas operavam sob restrições, afirmando que “não podemos lançar um projétil no espaço aéreo ucraniano”, considerando a situação de guerra na Ucrânia e a paz da Romênia. O ataque provocou reações imediatas das autoridades romenas, com o Csat (Conselho Supremo de Defesa Nacional) reunindo-se em caráter de emergência.
O presidente da Romênia, Nicușor Dan, descreveu o ataque como o “incidente mais grave” desde 2022, prometendo reações “proporcionais”. Além disso, o Ministério das Relações Exteriores da Romênia convocou o embaixador russo, com a ministra Oana Toiu classificando o voo como uma “escalada grave e irresponsável”. O governo de Bucareste solicitou à Otan e à União Europeia a transferência urgente de sistemas antidrone para fortalecer a Defesa Nacional.
Líderes internacionais também se manifestaram sobre o ataque. O secretário-geral da Otan, Mark Rutte, expressou “solidariedade absoluta” e a disposição de defender “cada centímetro do território aliado”. A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, afirmou que Moscou havia “cruzado mais uma linha” e anunciou a elaboração do 21º pacote de sanções da União Europeia.