RENT3: R$ 43,60 ▼ 2,29%
IBOVESPA: 179.639,91pts ▼ 0,43%
VALE3: R$ 76,99 ▼ 2,49%
ITUB4: R$ 42,05 ▼ 1,55%
PETR4: R$ 47,05 ▲ 1,44%
B3SA3: R$ -- --
USD: R$ -- --
EUR: R$ -- --

Paciente com câncer falece após longa espera por medicamento do SUS

Antonio Carlos Striotto Marins, de 67 anos, morreu após aguardar nove meses por tratamento de câncer, enquanto Larissa Amorim, de 33 anos, faleceu após...

Antonio Carlos Striotto Marins, de 67 anos, foi diagnosticado com melanoma durante um tratamento para câncer de próstata. O surgimento de uma pinta com crescimento irregular levou a biópsia e cirurgia, mas o câncer se espalhou para outros órgãos, resultando em um prognóstico de vida entre seis e nove meses. A única possibilidade de tratamento seria o pembrolizumabe, um medicamento já incorporado ao SUS para casos avançados de melanoma. Apesar de ter conseguido uma decisão judicial favorável, Marins aguardou cerca de nove meses para receber a primeira dose do remédio, período em que o câncer progrediu, atingindo novos órgãos.

O caso de Marins é um exemplo de uma questão mais ampla, conforme relatado pela Associação Brasileira de Câncer do Sangue. Larissa Amorim, uma paciente de 33 anos, também enfrentou uma situação similar, vindo a falecer em 14 de maio após esperar 59 dias por blinatumomabe, medicamento já aprovado pelo SUS e considerado essencial para um transplante de medula óssea. Embora sua família tenha obtido uma decisão de urgência em segunda instância, que determinava a entrega imediata do medicamento, a União foi intimada em 16 de março de 2026, mas o remédio não foi disponibilizado. Para evitar que Larissa ficasse sem tratamento, os médicos resortaram a um protocolo de quimioterapia intensivo, que acabou resultando em uma infecção grave, levando à intubação e, posteriormente, ao seu falecimento.

Diante dessas situações, a Abrale acionou a Procuradoria-Geral da República (PGR) para denunciar as falhas estruturais na oferta de tratamentos oncológicos que já possuem aprovação do Estado. A entidade ressalta que a falta de medicamentos, mesmo após decisões judiciais e intimações, se tornou uma ocorrência comum.

O ministro do STF, Gilmar Mendes, comentou sobre o caso de Marins, afirmando que o sistema de saúde ainda apresenta reações lentas a demandas urgentes. Mendes destacou a necessidade de um modelo que possa se adaptar rapidamente às inovações e transformações na medicina, além de mencionar a pressão contínua sobre o SUS, resultante do surgimento de novos medicamentos e dos altos custos associados a essas inovações.

Em resposta a essa situação, o Ministério da Saúde anunciou em março de 2026 uma Parceria para o Desenvolvimento Produtivo, envolvendo o Instituto Butantan, a MSD e a União, com o intuito de produzir o pembrolizumabe no Brasil. Essa iniciativa busca garantir maior acesso ao medicamento pelo SUS e reduzir os custos, com a expectativa de expandir seu uso para outros tipos de câncer, como os de pulmão, mama e colo do útero, conforme novas indicações forem avaliadas pela Conitec.

Siga-nos em nossas redes sociais FacebookTwitter e Instagram. Você também pode ajudar a fazer o nosso Blog, nos enviando sugestão de pauta, fotos e vídeos para nossa a redação do Blog do Silva Lima por e-mail blogdosilvalima@gmail.com ou WhatsApp (87) 9 9155-5555.