A Petrobras divulgou uma redução de 14,2% no preço do litro do QAV (querosene de aviação) que será vendido às distribuidoras, com vigência a partir de 1º de junho de 2026. Essa diminuição representa uma queda de R$ 0,93 em relação ao preço praticado no mês anterior.
A estatal justificou a medida como uma resposta à diminuição das tensões geopolíticas que haviam elevado as cotações internacionais do querosene de aviação. A empresa assegurou que os volumes de QAV solicitados pelas distribuidoras para o mês de junho estão garantidos, o que assegura o abastecimento nos polos de atendimento.
Desde dezembro de 2025, o preço do QAV acumulou um aumento de 54,5%, o que equivale a R$ 1,98 por litro. Os reajustes mensais dos preços são realizados pela Petrobras, conforme o que está estipulado em contrato.
Nos últimos três meses, a alta do petróleo, impulsionada por conflitos, resultou em aumentos sucessivos do QAV globalmente. Essa situação afetou as companhias aéreas brasileiras, levando ao cancelamento de até 93 voos por dia, conforme apurações.
A Abear (Associação Brasileira das Empresas Aéreas) apontou que os custos com combustível têm representado 45% das despesas operacionais das empresas no período recente. Embora o preço do QAV esteja atrelado às cotações internacionais do petróleo, a formação de preços no Brasil segue uma metodologia contratual que atua como um amortecedor de curto prazo, resultando em reajustes menos abruptos do que os que ocorrem no mercado internacional.
A Petrobras destacou que, nos mercados internacionais, os preços do QAV são ajustados com frequência, podendo até variar diariamente em resposta às condições do mercado. Desde o início do conflito no Oriente Médio, os reajustes acumulados nos preços internacionais superaram os observados no Brasil, o que indica que os valores do QAV da Petrobras permanecem competitivos.