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Correios anunciam demissão voluntária de 7 mil funcionários diante de prejuízo previsto de R$

Os Correios, sob a gestão do governo Lula 3, preveem a implementação de um novo Plano de Demissão Voluntária até o fim de 2026,...

Os Correios estão se preparando para lançar um novo Plano de Demissão Voluntária (PDV) nas próximas semanas, com um público-alvo de até 7 mil funcionários. Este programa estará disponível até o final de 2026 e focará em trabalhadores alocados em unidades que serão desativadas como parte de um processo de reestruturação da estatal.

Como parte deste plano, está previsto o fechamento de aproximadamente mil pontos de atendimento em todo o Brasil, incluindo centros de tratamento e armazenamento de cargas, além de agências. A Secretaria de Coordenação e Governança das Empresas Estatais, vinculada ao Ministério da Gestão e da Inovação, está finalizando os detalhes do programa.

Diferentemente do primeiro PDV, o novo programa terá condições diferentes. A indenização a ser oferecida será inferior à anterior, com um teto de pagamento ainda a ser definido. Além disso, a gestão dos Correios não estabelecerá uma meta de adesão, ao contrário do primeiro PDV, que visava 10 mil desligamentos, mas obteve apenas 3.075 adesões, representando 30,7% do público elegível.

Embora o primeiro programa tenha gerado uma economia de 45% da meta projetada de R$ 1,4 bilhão, a situação financeira da estatal é preocupante. No primeiro trimestre de 2026, Os Correios reportaram um prejuízo de R$ 3,1 bilhões, refletindo um aumento de 82,35% em comparação ao mesmo período do ano anterior. Para todo o ano de 2026, a previsão é de um déficit próximo a R$ 10 bilhões. Atualmente, a estatal conta com mais de 82 mil funcionários efetivos e cerca de 10 mil terceirizados.

O plano de reestruturação dos Correios para o período de 2025 a 2027 inclui o fechamento de unidades em todo o país, além da contratação de um empréstimo de R$ 12 bilhões junto a bancos privados no final de 2025. O governo também busca parcerias com o setor privado para aumentar as receitas da estatal. O objetivo é reverter a situação financeira e levar a empresa ao equilíbrio até 2027. Caso o novo PDV não alcance os resultados esperados, a direção da estatal não descarta a possibilidade de demissões não voluntárias.

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