A Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) está investigando a possibilidade de que um dos helicópteros que colidiu no último domingo (14 de junho de 2026) estivesse operando de forma clandestina. A apuração teve início após a agência receber uma denúncia em 2025 sobre a aeronave de prefixo PP-MAC, que já havia sido autuada por se recusar a fornecer informações à ANAC.
De acordo com a nota divulgada pela ANAC, a aeronave foi incluída em uma lista de monitoramento como parte do processo de fiscalização. Entre 2025 e 2026, a agência fiscalizou um total de 43 aeronaves e 47 tripulantes em nove aeródromos na cidade do Rio de Janeiro. No entanto, a aeronave PP-MAC não foi localizada durante essas inspeções.
O acidente ocorreu nas proximidades da Avenida das Américas, na altura do Recreio dos Bandeirantes, na manhã do dia 14 de junho. Ambas as aeronaves se chocaram e caíram, resultando na morte de todas as seis pessoas a bordo.
O Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio de Janeiro foi acionado para atender a ocorrência. As aeronaves colidiram em um estacionamento de uma concessionária de carros elétricos, causando um incêndio que atingiu pelo menos 20 veículos.
A Polícia Civil está conduzindo as investigações sobre o acidente e a perícia já foi realizada. Os agentes aguardam o laudo do Cenipa (Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos), que é vinculado ao Comando da Aeronáutica.
Até o momento, os corpos identificados incluem Lucas Brito Chaves, um produtor musical brasileiro; Alexandre Souza, piloto brasileiro; Gaspar Prim, conhecido influenciador argentino; Lucas Vignale, diretor de videoclipes argentino; e Charles Marsillac, piloto brasileiro que pilotava uma das aeronaves. A identificação do cantor e produtor musical norte-americano Oliver Tree, de 32 anos, ainda está pendente. Reconhecido como o “Rei do Hyperpop”, ele tinha uma agenda de compromissos no Brasil e acumulava milhares de seguidores nas redes sociais, sendo autor de sucessos como “Life Goes ON” (2021) e “Miss You” (2022).