O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, exigiu que a defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro apresente esclarecimentos em um prazo de 24 horas sobre a apreensão de uma arma de fogo pela Polícia Militar do Distrito Federal. A situação ocorreu na noite de 15 de junho de 2026, em um ponto de bloqueio no Pistão Norte, em Brasília.
Durante a abordagem, o veículo em questão era conduzido por um militar identificado como Estácio Leite da Silva, que presta serviços de segurança ao ex-chefe do Executivo. A Polícia Militar do DF confirmou a apreensão da arma durante a abordagem, conforme destacado em uma nota oficial.
O militar declarou que a arma foi retirada para reparo, alegando que havia uma pane que parecia ser facilmente solucionável. Ele afirmou que retirou o armamento no dia 15 de junho com a intenção de consertar o percussor e que a devolução estava prevista para 16 de junho.
Moraes questiona a razão pela qual o ex-presidente mantém uma pistola em sua residência, especialmente considerando a prisão domiciliar humanitária concedida por um período de 90 dias. Além disso, o ministro solicita explicações sobre a solicitação de reparo da arma por Bolsonaro.
O ministro também requisitou informações do comando do 19º Batalhão da PM-DF, que é responsável pela segurança do regime domiciliar de Bolsonaro. Moraes deseja confirmar se as revistas nos veículos que saem da residência do ex-presidente, incluindo os automóveis oficiais utilizados para sua segurança, estão sendo realizadas de forma adequada.
A Polícia Militar do DF elaborou uma nota detalhando a ocorrência, que se deu na madrugada do dia 15 de junho de 2026, na DF-001, Km 79, em frente ao Tag Park, em Taguatinga. Durante a abordagem, um militar do Exército Brasileiro, que conduzia um veículo oficial, foi encaminhado à 21ª Delegacia de Polícia após a descoberta de uma segunda arma de fogo no interior do automóvel, além da arma institucional que era regularmente portava.