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É FAKE: senadores não aprovaram prisão de Alexandre de Moraes em “reunião secreta” na madrugada

Informação falsa circula nas redes sociais sobre suposta decisão do Senado em período de recesso parlamentar.

É falsa a notícia de que senadores aprovaram prisão de Alexandre de Moraes. O Senado está em recesso e desmente a desinformação.

A postagem viralizada nas redes sociais, afirmando que senadores teriam aprovado um pedido de prisão preventiva contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), em uma suposta “reunião secreta” na madrugada, é categoricamente falsa. O Senado Federal desmentiu a informação, classificando-a como uma clara fake news.

Desde o dia 23 de dezembro de 2025, o Congresso Nacional encontra-se em recesso parlamentar, com previsão de retorno dos trabalhos apenas em 1º de fevereiro de 2026, conforme o artigo 57 da Constituição Federal. Durante esse período, não há reuniões plenárias ordinárias, tornando inviável qualquer votação com a finalidade de aprovar tal medida.

Entenda o Funcionamento do Congresso em Recesso

No período de recesso, a responsabilidade pelo Parlamento recai sobre a Comissão Representativa do Congresso Nacional. Este colegiado tem prerrogativa para deliberar sobre matérias de caráter urgente, como projetos com prazos iminentes, créditos orçamentários ou tratados internacionais, funcionando como um “plantão”.

A convocação extraordinária do Congresso durante o recesso só ocorre em situações de extrema gravidade, como Estado de Sítio ou Intervenção Federal, ou mediante aprovação da maioria absoluta de ambas as Casas, cenários que não se verificaram.

É fundamental salientar que a Constituição e o Regimento Interno do Senado preveem casos específicos para votações secretas, como a eleição da Mesa Diretora, escolha de presidentes de comissões, aprovação de indicados para tribunais superiores e outros cargos, ou exoneração do procurador-geral da República. A suposta votação para a prisão de um ministro do STF não se enquadra em nenhuma dessas hipóteses.

Boatos como este frequentemente empregam a técnica do “senso de urgência fabricado”, utilizando termos como “na madrugada” ou “em segredo” para induzir o compartilhamento sem verificação. Para evitar cair em desinformação, o Senado Federal recomenda desconfiar de títulos exagerados, consultar sempre as fontes oficiais — como a TV Senado, Rádio Senado e o Portal Senado Notícias —, verificar a data de publicações e questionar a ausência de fontes e dados precisos.

Lembre-se que cada cidadão pode ser um ponto final na corrente de desinformação. Em caso de dúvida, é possível contatar o “Senado Verifica” através de WhatsApp, telefone ou formulário online para confirmar a veracidade das informações.

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