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Defesa de Bolsonaro explica retirada de percussor da arma por motivos de saúde

A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro relatou que a remoção do percussor da pistola registrada em seu nome ocorreu sem seu conhecimento, motivada por...
Foto: BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto

A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) esclareceu que a equipe de segurança retirou o percussor de uma pistola registrada em seu nome, sem que Bolsonaro fosse informado. A ação ocorreu devido a preocupações em relação aos efeitos de medicamentos psiquiátricos que o ex-presidente utiliza.

As informações foram apresentadas pelos advogados ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), após uma solicitação de esclarecimentos sobre a arma que foi apreendida pela Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) com um agente do Gabinete de Segurança Institucional (GSI).

Conforme a defesa, a retirada do percussor tornou a pistola inoperante, uma medida que foi tomada por receio em relação aos possíveis efeitos adversos dos remédios que Bolsonaro está utilizando. Os advogados também mencionaram que o ex-presidente notou um problema no funcionamento da arma e, sem saber que o percussor havia sido removido, a entregou ao agente para que fosse verificada a causa da falha.

Além disso, a defesa de Bolsonaro argumentou que, apesar da condenação enfrentada pelo ex-presidente, não houve qualquer determinação do ministro para que as armas registradas em seu nome fossem entregues ou que seus registros fossem cancelados. Até o momento, não há decisão do ministro Alexandre de Moraes sobre os esclarecimentos fornecidos.

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) também anunciou a abertura de um inquérito para investigar a circunstância em que a pistola registrada em nome de Bolsonaro foi encontrada com um agente do GSI durante uma abordagem policial realizada na noite de segunda-feira (15/6). A 17ª Delegacia de Polícia (Taguatinga Norte) ficará responsável pela investigação.

O policial militar que conduziu a abordagem relatou que o agente do GSI afirmou ser funcionário de Bolsonaro e, após questionamentos, informou que a pistola pertencia ao ex-presidente. O agente declarou que recebeu a arma na segunda-feira para verificar uma falha mecânica e que o intuito era concluir a verificação e devolver o armamento na terça-feira (16/6).

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