Anderson dos Santos Moreira, conhecido como Zoião, ocupou um cargo na gestão de Eduardo Paes, sendo nomeado em maio de 2021 para atuar no gabinete do prefeito. A nomeação de Zoião, que já havia trabalhado no primeiro mandato de Paes entre 2008 e 2012, reacendeu críticas, especialmente devido ao seu histórico como assessor de Cristiano Girão, ex-vereador acusado de liderar a milícia da Gardênia Azul.
O ex-vereador Cristiano Girão, que foi eleito em 2008 e preso em 2009, está atualmente detido por crime de homicídio duplo desde 2021. Girão é ligado a Ronnie Lessa, condenado pelo assassinato da vereadora Marielle Franco, e é réu por mandados relacionados a assassinatos ocorridos em 2014. Os crimes em questão envolvem a execução de André Henrique da Silva Souza, o André Zóio, e sua companheira, Juliana Sales de Oliveira, em um contexto de disputa territorial na região da Gardênia Azul.
No retorno de Eduardo Paes à Prefeitura do Rio, a nomeação de Anderson dos Santos Moreira para um cargo na Subprefeitura da Barra da Tijuca, na Zona Oeste, com um salário de R$ 13 mil, gerou questionamentos sobre os critérios de seleção e a transparência da administração pública. Em nota, a Prefeitura afirmou que a contratação seguiu todos os procedimentos de controle estabelecidos, incluindo a apresentação da documentação exigida pela Secretaria Municipal de Integridade e Transparência.
A nomeação de Zoião é vista como um reflexo das complexidades que envolvem a política carioca, onde a influência de grupos milicianos é um tema de preocupação constante. Desde a década de 1990, a Gardênia Azul tem sido um ponto focal de disputas entre milícias, o que levanta questões sobre a segurança pública e a governança na cidade.
A situação de Anderson dos Santos Moreira e sua ligação com figuras controversas como Cristiano Girão e Ronnie Lessa continuam a ser monitoradas por cidadãos e por movimentos sociais que lutam pela integridade na política. A gestão de Eduardo Paes, que já enfrentou críticas em outras ocasiões, agora se vê novamente sob os holofotes devido a esta nomeação, que toca em temas sensíveis da história recente do Rio de Janeiro.