Na quinta-feira, 18 de junho de 2026, o vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, anunciou que o prazo de 60 dias para negociações com o Irã, estabelecido em um memorando de entendimento, teve seu início oficial. Durante uma coletiva de imprensa na Casa Branca, Vance afirmou: "Eu diria que o período de 60 dias começou oficialmente hoje".
Vance abordou também as implicações desse prazo, especialmente no que tange à administração do estreito de Ormuz, uma rota vital para o transporte de petróleo e gás. O vice-presidente reiterou a posição dos Estados Unidos de que essa importante via de comércio deve permanecer livre de cobranças, sinalizando a intenção de garantir a segurança do fluxo energético global.
O bloqueio do estreito de Ormuz pelo Irã durante o conflito foi um evento significativo, uma vez que essa área é considerada estratégica para o comércio internacional de energia. O acordo provisório assinado entre Donald Trump e os líderes iranianos nesta data não abrangeu temas mais delicados, como as questões relacionadas ao programa nuclear do Irã, que ficarão para uma fase posterior das negociações, sem garantias de que um consenso será alcançado.
A expectativa em torno do desfecho dessas negociações é alta, pois o resultado poderá ter impacto direto nas relações entre os EUA e o Irã, além de influenciar o cenário energético global. A administração Biden, ao dar continuidade a essas tratativas, busca estabilizar a situação no Oriente Médio e evitar novas tensões que possam afetar o comércio internacional.
O desdobramento das negociações nos próximos 60 dias será observado de perto, tanto por especialistas em relações internacionais quanto por líderes de outros países que dependem do comércio de energia. As decisões tomadas nesse período poderão definir novos contornos para a diplomacia entre os Estados Unidos e o Irã, além de repercutir nas dinâmicas de mercado relacionadas ao petróleo e gás.