O Fundo de Apoio à Pesquisa (FAP-DF) notificou Karina Ferreira da Gama, responsável pela produtora do filme Dark Horse, em relação a uma falha no contrato de R$ 5 milhões estabelecido entre o órgão e o Instituto Conhecer Brasil (ICB), ONG liderada por Karina. O documento, ao qual o Metrópoles teve acesso, aponta um débito preliminar de R$ 1 milhão ao instituto.
O contrato com o ICB, firmado com a FAP-DF e a Secretaria de Educação do DF (SEE-DF), tinha como objetivo desenvolver um programa voltado para a transformação na educação. A notificação foi enviada ao ICB em 12 de junho, onde o GDF identificou que a ONG não apresentou a prestação de contas final da parceria, mesmo após diversas notificações da Administração Pública para resolver as pendências.
Uma análise técnica realizada pela Secretaria de Educação constatou a inexecução integral das ações previstas no Termo Aditivo nº 2, que tinha um valor de R$ 1 milhão. O FAP-DF, em seu comunicado, informou que realizará uma análise complementar para avaliar a execução física e financeira da parceria.
O filme Dark Horse, que retrata a campanha presidencial de Jair Bolsonaro em 2018, conta com a participação de Jim Caviezel, que interpreta o ex-presidente. A produção tem gerado interesse e discussões no meio cinematográfico e político.
Em resposta à notificação, o ICB manifestou sua discordância em relação à interpretação da FAP-DF sobre a falha na parceria e a omissão na prestação de contas. A ONG assegurou que tem mantido um diálogo constante com os órgãos competentes, apresentando documentos, relatórios e esclarecimentos sempre que solicitado, além de colaborar ativamente nas análises em andamento.
A ONG também está sob investigação da Polícia Civil desde 2026, em função de suspeitas de desvios em um contrato relacionado à instalação de pontos de wi-fi em parceria com a Prefeitura de São Paulo, no valor de R$ 108 milhões. As autoridades estão apurando possíveis irregularidades no termo de colaboração firmado com a Secretaria Municipal de Inovação e Tecnologia (SMIT), que visava a instalação de wi-fi em comunidades periféricas da cidade, e já identificaram falhas graves e indícios de conduta ilegal desde o início da contratação.