Lideranças do PT no Congresso Nacional estão insatisfeitas com a decisão do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), de postergar a votação da PEC que extingue a escala 6×1, já aprovada na Câmara dos Deputados. Para esses dirigentes, essa atitude pode ser um "tiro no pé", pois a proposta é vista como popular e necessária para a sociedade. A expectativa é que a falta de ação sobre essa questão possa gerar manifestações que pressionem Alcolumbre e os demais senadores a tomarem uma posição.
A situação se torna ainda mais complexa, uma vez que Alcolumbre já tem sido alvo de críticas por impor derrotas ao governo de Lula. Esse clima de tensão no Planalto se intensifica com as recentes ações do presidente do Senado, que, ao não avançar com a PEC 6×1, pode estar criando um cenário propício para protestos populares. Os petistas acreditam que a pressão da rua pode ser um fator decisivo na aprovação da proposta, se Alcolumbre não agir rapidamente.
A análise entre os petistas é de que a situação atual remete à PEC da Blindagem, que gerou mobilizações significativas quando estava em pauta. Esse histórico faz com que as lideranças do PT estejam atentas ao desdobramento da situação e ao potencial de mobilização que a PEC 6×1 pode gerar entre os cidadãos. As manifestações podem se tornar uma forma de cobrança ao Senado, destacando a relevância da proposta para a população.
Além disso, os petistas ponderam que, caso a PEC não seja votada, Lula poderá usar essa negativa como um argumento para mobilizar apoio, alegando que as elites políticas estão obstruindo o fim da escala 6×1. A estratégia política do presidente pode se beneficiar dessa narrativa, reforçando a ideia de que há um bloqueio por parte de Alcolumbre e do Congresso Nacional em aprovar uma medida que é vista como essencial.
Diante desse cenário, as lideranças do PT permanecem mobilizadas e monitorando a situação de perto, cientes de que a pressão popular poderá influenciar diretamente o andamento da proposta no Senado. A continuidade dessa discussão e a resposta de Alcolumbre serão cruciais para o futuro da PEC e para as relações entre o Senado e o governo federal.