O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), pré-candidato à Presidência da República, manifestou apoio à criação de um regime de trabalho por hora, alternativa à atual Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). A declaração ocorreu nesta segunda-feira, 22 de junho de 2026, durante o evento "Indústria na Agenda dos Presidenciáveis", realizado em Brasília pela Confederação Nacional da Indústria.
Zema argumentou que o novo modelo poderia ajudar a formalizar trabalhadores que hoje atuam sem vínculo empregatício. Ele também mencionou que a reforma trabalhista de 2017 foi “totalmente desfeita” nos últimos anos e expressou a intenção de recuperar ao menos as regras que foram estabelecidas naquela época. "Precisamos voltar no mínimo para aquela reforma que foi aprovada em 2017. Se possível, avançar mais", afirmou.
O governador criticou a rigidez da legislação trabalhista atual e defendeu que os trabalhadores deveriam ter opções de diferentes modelos de contratação. “Como a CLT, a esquerda morre de amor por ela. E ela já vai completar 100 anos. Nós vamos deixá-la e vamos ter uma opção da CLT”, declarou Zema.
Para exemplificar sua proposta, ele comparou a relação de trabalho aos diversos regimes de casamento existentes na legislação brasileira. "Eu falo que o brasileiro, na hora que vai casar, tem opção de regime total de bens, separação de bens e outros modelos. E na hora que vai trabalhar, não tem opção? Só tem essa CLT?", questionou.
Zema sugeriu a criação de um regime de contratação por hora, semelhante ao que já é adotado em outros países, enfatizando que essa mudança poderia formalizar a situação de milhões de brasileiros que atualmente não têm um contrato de trabalho formal.
Além disso, o pré-candidato criticou a judicialização das relações trabalhistas, afirmando que decisões judiciais têm revertido avanços conquistados pelo Congresso. Ele declarou: "Nós temos aqui um lobby no Judiciário que tudo que avança nesse país é desfeito".