O Banco Digimais, que tem como figura proeminente o bispo Edir Macedo, intensificou suas operações voltadas para empréstimos com crédito consignado, modalidade que representa 42% de sua carteira de crédito. Nesta terça-feira, 23 de junho, a instituição se tornou alvo de uma operação da Polícia Federal, que investiga possíveis irregularidades na gestão do banco.
De acordo com um relatório do Digimais, que abrange o ano de 2025, a instituição financeira já possui 69 convênios estabelecidos com diversas prefeituras, estados e órgãos públicos, com a intenção de alcançar a marca de 100 convênios. Os empréstimos consignados oferecidos pelo banco estão disponíveis em várias regiões, incluindo a Aeronáutica e o Exército, além de prefeituras localizadas no Sudeste, Sul, Nordeste e Centro-Oeste.
A cidade de São Paulo, sob a administração do prefeito Ricardo Nunes, do MDB, destaca-se como o principal foco das operações do Digimais, sendo responsável por 60% das operações de crédito consignado da instituição. O governo de São Paulo, liderado por Tarcísio Freitas, do Republicanos, é o segundo maior parceiro, correspondendo a 25% das operações.
Além dos empréstimos consignados, o Banco Digimais também oferece produtos como cartão benefício e crédito para trabalhadores do setor privado. A expansão da atuação da instituição financeira no mercado de crédito consignado reflete a estratégia de crescimento da empresa, mesmo diante das investigações em andamento.
A operação da Polícia Federal não incluiu um mandado de busca e apreensão contra Edir Macedo, que reside fora do país. A situação atual do Banco Digimais ressalta a necessidade de acompanhamento das práticas de instituições financeiras que atuam em setores sensíveis, como o crédito consignado, especialmente quando envolvem convênios com entidades públicas.