A procuradora do Estado de Roraima, Rebeca Ramagem, chega a sete meses sem exercer suas funções, devido a uma licença-prêmio concedida pela Procuradoria Geral do Estado de Roraima (PGE-RR). O afastamento foi estendido até o dia 7 de julho de 2026, conforme informações divulgadas na quarta-feira, 24 de junho de 2026.
A licença-prêmio de Rebeca Ramagem é referente ao período de cinco anos trabalhados, que vai de março de 2020 até março de 2025. O benefício foi formalizado em uma portaria publicada em 6 de março, abrangendo o intervalo de 9 de maio a 7 de julho de 2026.
A cronologia do afastamento de Rebeca Ramagem revela que ela se ausentou de suas atividades em 17 de novembro de 2025, iniciando um período de férias que se encerraria em 28 de novembro. Posteriormente, solicitou a prorrogação das férias até 19 de dezembro, o que foi autorizado. A PGE-RR passou a entrar em recesso forense de 20 de dezembro de 2025 até 6 de janeiro de 2026.
Após o recesso, a procuradora apresentou um atestado médico, solicitando 60 dias de licença a partir de 22 de dezembro, mas esse pedido foi negado pela junta médica. Desde então, ela permanece afastada, e a Procuradoria informa que os procedimentos para investigar a situação estão sob a responsabilidade da corregedoria e têm caráter sigiloso.
Em um comunicado feito nas redes sociais no dia 23 de junho de 2026, Rebeca Ramagem relatou que seu salário está suspenso. Além disso, a procuradora mencionou que viajou para os Estados Unidos em 23 de novembro de 2025, após a condenação de seu marido, Alexandre Ramagem, pela tentativa de golpe de Estado, alegando que a viagem foi uma medida para “proteger a família”.
O Poder360 buscou contato com Rebeca Ramagem para obter mais informações, mas não conseguiu localizar um telefone ou e-mail válidos. O portal seguirá tentando estabelecer comunicação e atualizará a reportagem caso uma resposta seja recebida.