Um menino de 11 anos foi resgatado com vida em Caraballeda, localizado no norte da Venezuela, três dias após a ocorrência de fortes terremotos que devastaram a região. A presidente interina do país, Delcy Rodríguez, anunciou o feito nas redes sociais, destacando que cada vida salva representa uma esperança para o povo venezuelano. O vídeo do resgate foi compartilhado, trazendo um alívio em meio à tragédia.
As operações de busca estão se intensificando, mas o tempo para encontrar sobreviventes se esgota rapidamente. Até o momento, o número oficial de vítimas fatais chegou a pelo menos 1.430, enquanto 3.328 pessoas ficaram feridas. A gravidade da situação levou 17 países, incluindo Portugal e vários membros da União Europeia, a enviar equipes de resgate para apoiar os esforços na Venezuela.
Um socorrista de El Salvador, que atua em Playa Grande, na costa de La Guaira, expressou a dificuldade das buscas, ressaltando que, geralmente, os corpos encontrados já não apresentam sinais de vida. No entanto, o resgate do menino trouxe um sopro de esperança em meio a um cenário desolador. A Organização das Nações Unidas (ONU) estimou que quase sete milhões de pessoas foram impactadas pelos terremotos.
Os danos causados pelo desastre natural são significativos, com estimativas que apontam para prejuízos em torno de US$ 7 bilhões, o que representa cerca de 6% do Produto Interno Bruto (PIB) da Venezuela, de acordo com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). O chefe de ajuda humanitária da ONU, Tom Fletcher, informou que mais de 50 mil pessoas continuam desaparecidas e que o número de mortos pode aumentar consideravelmente, dada a complexidade das operações de resgate.
As autoridades também relataram que uma das pistas do aeroporto de Caracas foi reaberta, permitindo a chegada de voos dos Estados Unidos com ajuda humanitária. Entre as vítimas, estão pelo menos 48 cidadãos portugueses e luso-descendentes, enquanto outros 83 permanecem desaparecidos ou sem contato. Os terremotos, com magnitudes de 7,2 e 7,5, ocorreram a cerca de 200 quilômetros de Caracas, em uma sequência de menos de um minuto, seguidos por mais de 20 réplicas, conforme informações do Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS).
A destruição é visível em Caracas e na região de La Guaira, onde dezenas de edificações desabaram ou sofreram danos severos. O impacto desse desastre natural é uma das maiores tragédias recentes enfrentadas pela Venezuela, exigindo esforços internacionais para ajudar a população afetada.