O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro, filiado ao PL, esteve no NRG Stadium, em Houston, para assistir ao jogo da Copa do Mundo de 2026, que ocorreu nesta segunda-feira (29 de junho de 2026). A partida marcou a estreia da seleção brasileira no mata-mata, onde o Brasil enfrentou o Japão e venceu por 2 a 1. Com esse resultado, a equipe avança para as oitavas de final, onde irá jogar no próximo domingo, 5 de julho, contra a Noruega ou a Costa do Marfim.
Em suas redes sociais, Eduardo compartilhou uma imagem ao lado do jornalista esportivo Thiago Asmar, conhecido como Pilhado. Além da foto, ele também publicou um vídeo que mostra o momento em que as bandeiras das duas seleções são estendidas sobre o gramado, acompanhada da legenda “Saudades…”. Desde fevereiro de 2025, Eduardo reside nos Estados Unidos, onde se autoexilou após licenciar-se de seu cargo como deputado federal, alegando perseguição política no Brasil.
Recentemente, Eduardo foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a uma pena de 4 anos e 2 meses de prisão em regime semiaberto, em decorrência do crime de coação no curso do processo de julgamento de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro. Com a condenação, ele também se tornou inelegível e perdeu seu cargo de escrivão da Polícia Federal. Eduardo, no entanto, não reconhece a validade da sentença proferida.
A Copa do Mundo é um torneio privado realizado a cada quatro anos pela FIFA, que visa lucro. As seleções se classificam por meio de eliminatórias, e a escolha da comissão técnica e dos jogadores é feita por entidades privadas. No Brasil, essa responsabilidade cabe à Confederação Brasileira de Futebol (CBF), que determina o treinador e os atletas convocados, sendo todos os jogadores convidados a participar, com a maioria atendendo a essa convocação devido ao grande apelo comercial do evento.
É importante ressaltar que o governo brasileiro não exerce influência sobre a seleção que participa da Copa do Mundo. Portanto, o que se representa na competição não é o país, mas sim uma equipe de futebol escolhida por uma entidade privada, sem vínculos com a administração pública.