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Boulos defende unidade da América Latina contra influências externas

Durante participação na cúpula do Mercosul, Guilherme Boulos afirmou que a América Latina não deve se submeter a potências estrangeiras. Ele criticou também a...

O ministro da Secretaria Geral da Presidência, Guilherme Boulos (Psol-SP), declarou na terça-feira (30.jun.2026) que a América Latina "não aceitará ser quintal de ninguém". A afirmação foi feita em resposta à participação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na cúpula do Mercosul, realizada no Paraguai. Boulos enfatizou que os países da região precisam trabalhar juntos para defender sua soberania contra as pressões externas dos Estados Unidos.

Em entrevista ao programa Bom Dia, Ministro, Boulos afirmou que, apesar das divergências políticas entre os governos sul-americanos, é possível uma atuação conjunta em questões estratégicas. Ele alertou que a região enfrenta uma "ameaça neocolonial" e deve lutar para preservar sua autonomia. "A América Latina não é quintal de ninguém. A América Latina não aceita ser colonizada, ser tratada como puxadinho de qualquer potência, seja dos Estados Unidos ou de quem quer que seja", afirmou.

O ministro argumentou que a defesa da soberania deve unir os países do continente, superando as diferenças ideológicas. Boulos citou declarações do ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Partido Republicano), e episódios de interferências norte-americanas em diversas nações da região, reforçando a necessidade de uma resposta unificada. "Está na hora de todo brasileiro, de todo sul-americano, decidir o próprio destino e não aceitar ser dirigido ou colonizado por americano, chinês, europeu ou quem quer que seja", disse.

Além disso, Boulos criticou o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), mencionando uma carta enviada ao secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio. O ministro argumentou que a carta implicava que uma instituição brasileira estaria "a serviço dos interesses norte-americanos" ao tratar de uma possível equipe de transição de um futuro governo.

"Governo de transição é uma instituição prevista em lei. Então ele está colocando uma instituição brasileira a serviço dos interesses norte-americanos", declarou. Em um tom mais incisivo, Boulos afirmou que a conduta de Flávio Bolsonaro seria considerada traição se ele fosse um senador norte-americano. "Se ele fosse um senador dos Estados Unidos, estava preso por traição à pátria. A CIA já tinha pego ele, estava preso por traição, porque é um traidor. Isso é gesto de traidor da pátria", concluiu Boulos.

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