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Ao NYT, Wagner Moura fala sobre ‘O Agente Secreto’, Bolsonaro e dizer ‘não’ a Hollywood

Ator brasileiro é cotado para o Oscar por 'O Agente Secreto' e explica recusa a papéis estereotipados, abordando também a política em entrevista ao jornal americano.

Wagner Moura, cotado para o Oscar por 'O Agente Secreto', discute recusa a Hollywood e política em entrevista ao New York Times.

Em uma entrevista reveladora publicada pelo The New York Times neste sábado, 10 de janeiro, o ator brasileiro Wagner Moura abordou diversos temas, desde seu aclamado papel em “O Agente Secreto” até suas firmes posições sobre Hollywood e a política brasileira. A publicação norte-americana destacou Moura como um dos nomes mais proeminentes da atual temporada de premiações, gerando grande expectativa em torno de uma possível indicação ao Oscar.

Considerado um dos principais candidatos a faturar sua primeira indicação ao Oscar, Moura é colocado ao lado de estrelas globais como Leonardo DiCaprio e Timothée Chalamet. Sua performance em “O Agente Secreto” já lhe rendeu uma indicação ao Globo de Ouro como Melhor Ator em Filme de Drama, marcando seu retorno à categoria após sua elogiada atuação como Pablo Escobar na série “Narcos”, da Netflix.

A Recusa a Hollywood e o Posicionamento Anticolonialista

Moura revelou que, após o sucesso estrondoso de “Narcos” em 2016, recusou diversos papéis em Hollywood. Ele explicou sua motivação: “Talvez seja um tipo de coisa anticolonialista.

Eu nunca fiz nada por dinheiro ou porque era uma grande coisa de Hollywood que todo mundo vai assistir. E especialmente depois de Narcos, eu não quero fazer nada que vá estereotipar latinos”.

Essa postura reflete seu compromisso com a integridade artística e a representação autêntica.

A entrevista também tocou em suas perspectivas sobre o cenário político, com Moura comentando sobre a intensidade das campanhas. Embora o título da matéria do NYT mencione Bolsonaro, a fala do ator citada no texto se concentra na natureza árdua do engajamento político.

Sua trajetória tem sido marcada não apenas por sua arte, mas também por um notável ativismo e posicionamento crítico em relação a questões sociais e políticas no Brasil.

A ascensão de Wagner Moura ao estrelato internacional, combinada com sua inegociável ética profissional e engajamento sociopolítico, o solidifica como uma figura singular no cinema contemporâneo. Sua voz ressoa para além das telas, desafiando narrativas convencionais e abrindo caminho para uma representação mais diversa e consciente no panorama global.

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