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Ex-presidente da Petrobras estima que Venezuela precisa de R$ 300 bilhões para sua indústria de petróleo funcionar minimamente

José Mauro Coelho aponta necessidade de investimentos massivos e reformas legislativas para reativar setor petrolífero venezuelano, enquanto empresas americanas demonstram cautela.

Ex-presidente da Petrobras estima R$ 300 bilhões necessários para reativar petróleo venezuelano, enquanto EUA pressionam por investimentos e reformas cruciais.

A indústria petrolífera da Venezuela necessita de um investimento substancial de cerca de R$ 300 bilhões para operar minimamente, segundo estimativa de José Mauro Coelho, ex-presidente da Petrobras. A avaliação de Coelho aponta que, embora aportes de grande porte pudessem restaurar a competitividade do setor venezuelano, o país sul-americano precisa urgentemente reformular sua legislação para atrair capital estrangeiro e viabilizar tal recuperação.

O cenário para o retorno de grandes empresas internacionais à Venezuela é complexo, especialmente após anos de políticas do governo chavista que afastaram investidores. Companhias americanas, em particular, enfrentam o escrutínio de seus acionistas e a necessidade de redefinir estratégias de investimento para seus anos fiscais, que nos Estados Unidos geralmente começam em abril.

A instabilidade política e a falta de garantias legais são barreiras significativas.

Recentemente, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, demonstrou um forte interesse em impulsionar investimentos na Venezuela, chegando a se reunir com executivos de importantes empresas do setor de energia. Em um encontro, Trump expressou a urgência de ação, afirmando ter “outras 25 pessoas prontas” caso os presentes não estivessem dispostos a investir. A lista de convidados incluía gigantes da indústria petrolífera, muitos deles apoiadores de sua campanha.

Desafios e Reformas Necessárias

Apesar do incentivo presidencial, a cautela prevalece entre os líderes do setor. Darren Woods, presidente-executivo da ExxonMobil, a maior empresa petrolífera dos EUA, manifestou ceticismo.

Woods descartou a Venezuela como um destino viável para investimentos significativos a menos que reformas profundas sejam implementadas. Sua posição reflete a preocupação generalizada com a segurança jurídica e a previsibilidade regulatória no país.

A visão de Woods e de outros executivos é que a mera vontade política externa não é suficiente. A reestruturação da indústria petrolífera venezuelana exige não apenas capital, mas um ambiente de negócios estável e transparente.

A ausência de um arcabouço legal que proteja os investimentos e garanta a autonomia das operações é um impedimento crucial para que os R$ 300 bilhões estimados por José Mauro Coelho se tornem uma realidade e impulsionem a recuperação do setor.

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