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Morre Manoel Carlos, autor que marcou a história das novelas, aos 92 anos

O aclamado dramaturgo e diretor, conhecido por obras como 'Por Amor' e 'Mulheres Apaixonadas', faleceu no Rio de Janeiro.

Manoel Carlos, renomado autor de novelas como 'Por Amor', faleceu aos 92 anos no Rio, deixando um legado marcante na teledramaturgia brasileira.

Manoel Carlos, renomado dramaturgo, produtor e diretor que marcou profundamente a história da teledramaturgia brasileira, faleceu neste sábado, no Rio de Janeiro, aos 92 anos. Conhecido por criar novelas icônicas como “Por Amor”, “História de Amor”, “Mulheres Apaixonadas” e “Páginas da Vida”, Maneco, como era carinhosamente chamado, foi um dos pilares da TV Globo a partir dos anos 1980.

Sua morte foi confirmada pela produtora Boa Palavra, responsável por seu legado, e o velório será restrito à família e amigos. Embora a causa não tenha sido divulgada, o autor lidava com a doença de Parkinson há mais de uma década.

O estilo de Manoel Carlos era inconfundível. Suas tramas eram frequentemente ambientadas na burguesia carioca, especialmente no Leblon, explorando dramas cotidianos e complexas relações humanas.

A marca registrada de Maneco eram as “Helenas”, protagonistas fortes e multifacetadas, interpretadas por grandes atrizes como Regina Duarte e Vera Fischer, que enfrentavam dilemas morais e sacrifícios em nome do amor familiar. Além do romance, suas novelas abordavam temas sociais sensíveis como câncer, síndrome de Down, alcoolismo e respeito aos idosos, transformando a teledramaturgia em uma plataforma de conscientização.

A trajetória profissional de Manoel Carlos foi tão rica quanto seus roteiros. Desde jovem, ele se conectou ao teatro amador, chegando à televisão ainda na Tupi nos anos 1950. Sua carreira foi um verdadeiro documentário da evolução da TV brasileira, passando pela TV Paulista, Record – onde dirigiu programas musicais históricos como “O Fino da Bossa” e “Jovem Guarda” – e, finalmente, a Globo, onde se consolidou como um dos maiores autores do país. Sua versatilidade o levou a atuar como roteirista, diretor e produtor em diversos formatos.

O Legado das Helenas e Temas Atemporais

Após um período fora da Globo nos anos 1980, Maneco retornou em 1991 com “Felicidade”, onde a protagonista, Maitê Proença, era uma Helena. A partir de então, o nome se tornou um selo de suas obras, com cada Helena representando uma mulher à frente de seu tempo, lidando com desafios intensos.

Um exemplo notável é a trama central de “Por Amor”, onde Helena (Regina Duarte) troca os bebês para salvar a filha. Essas narrativas, repletas de emoção e realismo, capturavam a essência da alma feminina e os percalços da vida, sempre com uma trilha sonora impecável de Bossa Nova, outra de suas marcas registradas.

A vida pessoal de Maneco, marcada por tragédias como a perda da primeira esposa e de quatro filhos, contrastava com sua genialidade profissional e a capacidade de criar histórias que emocionavam milhões. Sua última novela, “Em Família” (2014), abordou o Parkinson, doença que o acometia.

Mesmo após sua saída conturbada da Globo em 2015, o impacto de Manoel Carlos na cultura brasileira é imensurável, com suas obras sendo constantemente reprisadas e reverenciadas, perpetuando sua visão única sobre a vida, o amor e a família.

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