A Prefeitura de Correntes decidiu impedir que a Carreta da Mulher Pernambucana, programa oficial do Governo de Pernambuco, realizasse atendimentos no município, mesmo com toda a estrutura, equipe e vagas já garantidas para atender a população local. A medida, tomada pelo prefeito, atinge diretamente as mulheres correntenses, que deixaram de ter acesso facilitado a exames e consultas essenciais de forma gratuita.
O programa estadual é uma das principais políticas públicas de saúde voltadas para o público feminino em Pernambuco. Desde a sua criação, a Carreta da Mulher já percorreu quase uma centena de cidades, incluindo municípios administrados por prefeitos aliados e de oposição ao governo estadual, oferecendo exames ginecológicos, mamografias e outros serviços preventivos.
Em Correntes, a Secretaria Estadual de Saúde havia assegurado quantidade de vagas suficiente para atender tanto pacientes encaminhadas pela rede municipal quanto mulheres que buscassem o serviço de forma espontânea. Mesmo assim, o prefeito decidiu não autorizar a ação dentro da cidade.
Com a negativa, a gestão municipal passou a orientar que as mulheres se desloquem até Garanhuns, onde funciona uma unidade semelhante vinculada ao Governo Federal. Na prática, isso impõe custos, deslocamento e dificuldades extras para a população feminina, especialmente aquelas em situação de vulnerabilidade social.
A decisão do prefeito tem sido interpretada como um ato de motivação política, já que o serviço estava plenamente disponível no próprio município e sem qualquer custo para a prefeitura. O resultado direto dessa escolha é o prejuízo à saúde das mulheres de Correntes, que ficaram privadas de um atendimento preventivo que poderia salvar vidas.