Na última quinta-feira, 2 de julho, Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, publicou um vídeo em que aparece como um médico, utilizando Inteligência Artificial (IA) para 'tratar' diversas celebridades que fazem oposição ao seu governo. Nas imagens, Trump é visto vestindo um jaleco branco e segurando um estetoscópio, enquanto interage com rostos gerados por IA de figuras como Rosie O’Donnell, John Leguizamo, Whoopi Goldberg, Edward Norton, Robert De Niro e Julia Roberts.
No início do vídeo, Trump questiona se algum conhecido foi diagnosticado com "TDS", que é a sigla em inglês para Trump Derangement Syndrome, traduzida como “síndrome de transtorno de Trump”. Esse termo é frequentemente utilizado por Trump e seus apoiadores como uma maneira de desmerecer adversários políticos.
Durante as simulações, os personagens fictícios afirmam ter sofrido com a condição por anos e relatam que melhoraram após o "tratamento do doutor Trump". Ao final do vídeo, o presidente dá três recomendações: evitar consumir "fake news", fazer orações e, se sentir nervosismo, beber uma Coca-Cola Zero.
Essa não é a primeira vez que Trump recorre a montagens com IA para atacar opositores. Em fevereiro deste ano, ele havia postado um vídeo que mostrava os rostos do ex-presidente Barack Obama e da ex-primeira-dama Michelle Obama representados como macacos, ao som da canção "The Lion Sleeps Tonight". Essa postagem foi considerada racista por críticos e foi rapidamente removida após a repercussão negativa. Trump alegou que um funcionário foi responsável pela criação do vídeo e afirmou que ele não foi punido nem demitido.
Em outra ocasião, o presidente compartilhou uma imagem gerada por IA em que aparecia como Jesus Cristo. Após ser alvo de críticas, ele retirou a imagem da internet, justificando que era uma "representação de um médico, não de Jesus".