O Tribunal Superior do Trabalho (TST) emitiu um alerta nas redes sociais sobre a possibilidade de situações humilhantes no ambiente de trabalho configurarem assédio moral. A declaração foi feita na quarta-feira, 1º de julho de 2026, em um contexto que envolve a investigação aberta pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) sobre um reality show promovido pelos influenciadores Viih Tube e Eliezer, que envolvia 11 de seus funcionários.
No post divulgado, o TST não mencionou diretamente o caso dos influenciadores, mas enfatizou que "humilhação não é entretenimento" e que o respeito deve ser um dever em todos os ambientes de trabalho, incluindo o doméstico. Essa manifestação ocorre em meio a críticas sobre as dinâmicas do programa, onde os empregados competiam por prêmios em um contexto que levanta questões sobre dignidade e integridade no trabalho.
O reality show, intitulado “As Patroas (e o patrão)”, foi anunciado para ser exibido duas vezes por semana, com o vencedor recebendo R$ 20 mil, além de valores acumulados durante as provas. O segundo colocado também teria a chance de levar o montante conquistado. Entre as dinâmicas, uma prova oferecia como prêmio uma moto, enquanto o quadro “Desafio do CLT” nomeava um funcionário como “patroa da semana”, que ganhava uma regalia escolhida pelo público.
Uma das atividades chamou atenção por sua polêmica, onde Viih Tube e Eliezer espalharam moedas em locais inusitados da casa, incluindo um vaso sanitário e uma lixeira, enquanto os funcionários eram filmados tentando recolhê-las. Os vídeos geraram reações negativas nas redes sociais, levando à remoção do primeiro episódio do programa.
Viih Tube, ao apresentar o programa, declarou: "Aqui não somos nós que mandamos, quem manda são elas". Em sua abordagem, ela destacou que não haveria eliminações, e todos os participantes iriam do início ao fim do reality. A situação gerou uma onda de críticas e chamou a atenção do TST sobre a necessidade de respeitar os direitos dos trabalhadores.
Até o momento, Viih Tube e Eliezer não se manifestaram publicamente sobre a investigação. O Poder360 tentou contato com a assessoria do casal, mas não obteve resposta. Entretanto, algumas funcionárias publicaram vídeos em defesa dos influenciadores, como a governanta Ediléia Santana, que alegou que as participantes não foram obrigadas a participar das atividades e estavam satisfeitas com a experiência.