Após mais de três meses de greve, os professores da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ) aprovaram em assembleia o retorno às atividades, com a volta às salas de aula marcada para 13 de julho. O encerramento da paralisação foi decidido na Capela Ecumênica do Campus Maracanã.
Durante o período de greve, a categoria conquistou importantes reivindicações, entre elas o pagamento das duas parcelas restantes da Lei estadual 9.436/2021, que autoriza a recomposição salarial acumulada de 2017 a 2021. Além disso, houve a majoração do auxílio-alimentação, que agora será de R$ 1,5 mil, e garantias de investimentos na infraestrutura da universidade por meio do Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag).
Outro ponto relevante foi a definição da incidência do triênio na Dedicação Exclusiva, assim como a inclusão do adicional de desenvolvimento funcional, considerado um dos principais pagamentos para a normalização das atividades.
O governo estadual anunciou em maio a quitação das parcelas devidas, beneficiando não apenas os docentes da UERJ, mas também os mais de 421 mil servidores do estado.
Na próxima sexta-feira (3/7), representantes dos docentes, juntamente com o comando de greve dos técnicos administrativos e alunos, realizarão uma vigília em frente ao Tribunal de Justiça do Rio (TJRJ). O evento visa buscar um consenso com o governo sobre o fim da greve dos técnicos administrativos, que também estão paralisados há três meses.