Na quinta-feira (9.jul.2026), o representante do USTR (Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos), Jamieson Greer, declarou que as tratativas com o Brasil sobre novas tarifas de exportação estão longe de ser concluídas. Greer indicou que uma decisão do governo americano deve ser divulgada em breve, em função de um prazo legal que se encerra em 15 de julho, data limite para a divulgação dos resultados de uma investigação relacionada ao tema.
"Esta semana teremos nossa audiência final sobre isso. Tenho conversado com os brasileiros, temos tentado negociar. Acho que ainda há uma distância entre nós. Vocês verão uma decisão final sobre o Brasil muito em breve", afirmou Greer durante uma entrevista à Fox Business.
A administração do presidente Donald Trump, do Partido Republicano, está avaliando duas propostas que foram apresentadas em 1º e 2 de junho. Caso sejam aprovadas, as tarifas de importação sobre determinados produtos brasileiros poderão ser elevadas em até 37,5%.
Representantes dos setores produtivos dos Estados Unidos e do Brasil se reuniram na segunda-feira (6.jul) e na terça-feira (7.jul) para discutir a proposta de uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros. Essas audiências foram as primeiras realizadas pelo USTR sobre o tema.
O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, optou por não participar ativamente das discussões, enquanto o senador Flávio Bolsonaro, do PL e pré-candidato à presidência, esteve presente na segunda sessão das audiências.
As propostas discutidas pelo USTR incluem: 25% de tarifa devido a práticas desleais de comércio, resultado de uma investigação que começou em 15 de julho de 2025, e 12,5% para produtos que não têm restrição à importação, relacionados ao uso de trabalho forçado análogo à escravidão, conforme uma investigação global realizada pelo USTR.