RENT3: R$ 43,60 ▼ 2,29%
IBOVESPA: 179.639,91pts ▼ 0,43%
VALE3: R$ 76,99 ▼ 2,49%
ITUB4: R$ 42,05 ▼ 1,55%
PETR4: R$ 47,05 ▲ 1,44%
B3SA3: R$ -- --
USD: R$ -- --
EUR: R$ -- --

Setor de materiais de construção encerra primeiro semestre com desempenho estável

A Indústria de Materiais de construção inicia o segundo semestre de 2026 com 75% de capacidade instalada, refletindo estabilidade em um cenário de incertezas...

A Indústria de Materiais de construção inicia o segundo semestre de 2026 mostrando resiliência no mercado doméstico e estabilidade em suas operações, embora adote uma postura mais seletiva em relação a novos investimentos. De acordo com os dados de julho do Termômetro ABRAMAT, levantamento mensal realizado pela Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção, a utilização média da capacidade instalada do setor se manteve em 75%. Este índice é equivalente ao registrado em maio e ligeiramente superior aos 74% observados em junho do ano anterior, indicando uma atividade industrial sustentada em meio a um cenário macroeconômico incerto.

No mercado interno, considerado o principal pilar de sustentação do setor, o balanço do segundo trimestre foi positivo para a maioria das empresas, com 45% delas reportando aumento no volume de vendas. Para os próximos meses, o sentimento geral é de acomodação: 32% dos empresários projetam estabilidade, enquanto 23% preveem uma queda nas vendas. Essa transição para um ritmo mais moderado é evidenciada nas projeções para julho, onde 64% das indústrias esperam um mercado estável e 32% aguardam desempenho positivo.

A percepção imediata sobre as condições de negócios também apresentou uma oscilação favorável. A proporção de empresas que consideravam o momento atual como ruim caiu de 23% em maio para 18% em junho. Contudo, a predominância de avaliações regulares, que representam 45% das respostas, sugere que a recuperação gradual observada na primeira metade do ano pode estar se estabilizando, sem indícios de uma forte demanda no curto prazo. Para Mauro Franco, presidente executivo da ABRAMAT, o cenário reflete a força do consumo interno, mas ainda requer atenção ao ambiente econômico global e nacional.

Essa cautela é visível nos planos de expansão das empresas. O apetite por investimentos diminuiu dois pontos percentuais em relação a maio, com 59% das empresas expressando a intenção de investir nos próximos doze meses. Apesar da leve queda, o indicador continua significativo, com 27% dos empresários projetando estabilidade e 22% prevendo retração, o que demonstra que o mercado externo ainda não apresenta tração suficiente para impulsionar o setor.

Outro aspecto que merece atenção é o ceticismo generalizado em relação às políticas públicas. O nível de confiança nas ações governamentais voltadas ao desenvolvimento da construção civil permanece baixo, com apenas 5% das indústrias se considerando otimistas. A maioria, 73%, adota uma postura indiferente, enquanto 23% expressam pessimismo.

Para Mauro França, os indicadores de julho retratam um setor com capacidade de resposta, mas que depende crucialmente de um horizonte econômico mais claro para liberar seu potencial total. Mauro Franco enfatiza que, diante de uma recuperação desigual e de um mercado externo pressionado, a previsibilidade e a segurança jurídica se tornam fundamentais para que a atual resiliência da indústria se converta em um ciclo duradouro de crescimento.

Siga-nos em nossas redes sociais FacebookTwitter e Instagram. Você também pode ajudar a fazer o nosso Blog, nos enviando sugestão de pauta, fotos e vídeos para nossa a redação do Blog do Silva Lima por e-mail blogdosilvalima@gmail.com ou WhatsApp (87) 9 9155-5555.