Empresa concessionária demoliu equipamento esportivo para construir restaurante, ignorando apelos populares e recomendação do MPPE.
A pista de bicicross do Parque da Jaqueira foi demolida pela concessionária Viva Parques para um restaurante, ignorando apelos e recomendação do MPPE.
A pista de bicicross do Parque da Jaqueira, no Recife, foi demolida, ignorando apelos da população e uma recomendação do Ministério Público de Pernambuco (MPPE). A denúncia, feita por um leitor, aponta a empresa Viva Parques, concessionária responsável pela gestão do parque, como a executora da destruição, com o objetivo de construir um restaurante no local.
O incidente levanta sérias questões sobre o cumprimento de contratos de concessão e a prioridade dada aos interesses comerciais em detrimento do lazer público e da preservação de espaços.
Apesar das manifestações contrárias da comunidade e da intervenção do MPPE, que havia emitido uma recomendação para a preservação da pista, a concessionária prosseguiu com a obra. A pista de bicicross era um espaço consolidado para a prática esportiva e recreação, frequentado por diversos moradores da região e entusiastas do esporte. A decisão de substituí-la por um empreendimento comercial gerou grande insatisfação e um sentimento de desrespeito por parte da população que utiliza o parque.
Interesses Comerciais versus Bem Público
A motivação por trás da demolição, segundo a denúncia, é puramente econômica. A Viva Parques estaria focada exclusivamente na maximização de lucros, sem considerar o impacto social e a perda de um equipamento público importante para a saúde e o bem-estar dos cidadãos.
Essa postura reforça a preocupação de que privatizações de espaços públicos possam, em alguns casos, desviar-se do propósito de melhoria e manutenção para se tornarem apenas veículos de exploração comercial.
A crítica se estende também à gestão municipal. O prefeito do Recife, João Campos, é apontado como responsável por um processo de privatização que, segundo o denunciante, carece de fiscalização adequada.
A ausência de monitoramento rigoroso sobre o cumprimento das cláusulas contratuais por parte da concessionária permite que ações como a destruição da pista de bicicross ocorram, minando a confiança pública na administração e nos termos dos acordos de concessão.
A expectativa agora recai sobre o Ministério Público de Pernambuco, que é instado a tomar providências diante do descumprimento de sua própria recomendação. A população espera que o órgão fiscalizador atue para reverter a situação ou, ao menos, responsabilizar os envolvidos e garantir que futuros empreendimentos em espaços públicos respeitem os interesses da comunidade e as diretrizes estabelecidas.
A preservação do Parque da Jaqueira como um espaço de lazer e esporte para todos é o cerne da reivindicação.