O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) revelou no último sábado (11.jul.2026) que planeja procurar a Embaixada da China no Brasil para solicitar uma revisão das tarifas aplicadas à carne brasileira. A iniciativa visa proteger os interesses dos exportadores nacionais diante de um cenário de tributação crescente.
Durante uma visita aos Estados Unidos, Flávio tentou convencer autoridades daquele país a não aumentar as tarifas sobre produtos brasileiros, embora tenha reconhecido que a decisão americana foi baseada em questões políticas. Ao abordar a relação comercial com a China, o senador destacou que a carne brasileira já sofre uma taxação de 12% e, ao ultrapassar uma cota específica, incide uma tarifa adicional de 55%, conforme anunciado em 31 de dezembro de 2025.
"Estamos falando de 62% de tarifação da nossa carne brasileira a partir do momento que essa cota é estourada. Estou disposto a buscar o governo chinês, a Embaixada, para pedir que isso não aconteça", afirmou o senador. Ele também mencionou as dificuldades impostas pela política externa e sanitária do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), apontando que o Brasil perdeu oportunidades comerciais na União Europeia por não atender a exigências sanitárias do bloco.
Flávio argumentou que a incapacidade de exportar algumas proteínas para a Europa é resultado de uma gestão incompetente. Ele atribuiu as dificuldades do setor exportador à atual administração federal e defendeu que sua própria tentativa de evitar novas tarifas dos Estados Unidos foi um passo na direção certa.
"Não adianta colocar tarifa em cima da gente, isso é culpa do Lula, ele que abrace esse problema. Eu fui lá com a força política para tentar que o tarifaço por parte do governo americano não acontecesse. Não sei se vou conseguir, mas fico com a consciência tranquila de que fiz a minha parte", disse.
O Ministério do Comércio da China anunciou em 31 de dezembro de 2025 uma nova taxação de 55% sobre a importação de carne bovina, que afeta o Brasil e outros países exportadores, como Argentina, Uruguai e Estados Unidos. Essa decisão foi motivada por uma investigação que sugeriu que as importações estavam prejudicando a indústria de carnes na China. A nova tarifa entrou em vigor em 1º de janeiro de 2026 e terá validade de três anos.