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Fortuna de 12 bilionários supera a renda de metade da população mundial

Aconcentração de riqueza global atingiu um patamar histórico e escancarou ainda mais a desigualdade no planeta. Um novo relatório da Oxfam revela que as 12 pessoas mais ricas do mundo concentram hoje mais dinheiro do que a metade mais pobre da população global, o equivalente a cerca de quatro bilhões de pessoas.

Segundo o estudo, divulgado nesta semana, a fortuna dos bilionários cresceu mais de 16% em 2025, ritmo três vezes superior à média registrada nos últimos cinco anos. Com isso, o patrimônio acumulado desse grupo chegou a 15,7 trilhões de euros (R$ 98,9 trilhões), o maior valor já registrado.

A Oxfam destaca que apenas no último ano a riqueza dos bilionários aumentou em 2,1 trilhões de euros (R$ 13,2 trilhões), montante que, segundo a organização, seria suficiente para erradicar a pobreza extrema no mundo 26 vezes. Pela primeira vez, o número de bilionários ultrapassou a marca de 3.000 pessoas. No topo da lista está o empresário norte-americano Elon Musk, que se tornou o primeiro indivíduo a ultrapassar uma fortuna pessoal de 500 bilhões de dólares, o equivalente a cerca de 430 bilhões de euros (R$ 2,7 trilhões).

O relatório aponta que a riqueza acumulada pelos super-ricos em 2025 permitiria distribuir cerca de 250 dólares (aproximadamente R$ 1.575) para cada habitante do planeta e, ainda assim, os bilionários manteriam cerca de 430 bilhões de euros (R$ 2,7 trilhões). Desde 2020, a fortuna desse grupo cresceu 81%, em um contexto no qual uma em cada quatro pessoas no mundo não tem acesso regular a alimentos e quase metade da população vive em situação de pobreza.

Intitulado Resistir ao Domínio dos Ricos: Proteger a Liberdade do Poder dos Bilionários, o estudo analisa como a concentração extrema de riqueza tem sido acompanhada pela ampliação do poder político dos super-ricos, que passam a influenciar regras econômicas e sociais em benefício próprio. A Oxfam cita especialmente os Estados Unidos, associando o avanço da desigualdade à gestão do presidente Donald Trump, que, segundo a ONG, adotou políticas favoráveis aos bilionários.

De acordo com a organização, medidas como cortes de impostos para os mais ricos, o enfraquecimento de iniciativas globais para tributar grandes empresas, o recuo no combate a monopólios e o estímulo a setores como o de inteligência artificial contribuíram para ampliar os ganhos do topo da pirâmide econômica.

A Oxfam ressalta, porém, que o fenômeno não se limita aos Estados Unidos. O relatório aponta que oligarquias econômicas vêm minando instituições e ampliando desigualdades em diferentes regiões do mundo.

Diante desse cenário, a confederação de ONGs defende que governos adotem planos nacionais para reduzir a disparidade entre ricos e pobres, com destaque para a criação de impostos sobre grandes fortunas e para o fortalecimento de regulações que garantam maior independência da imprensa e das instituições democráticas.

O relatório foi divulgado no mesmo dia da abertura do Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça, evento que reúne líderes políticos, empresariais e financeiros para discutir os rumos da economia global. A edição deste ano conta com a presença de Trump, da maior delegação norte-americana já enviada ao fórum, além de representantes de peso da China, da União Europeia e de chefes de Estado das principais economias do mundo.

Foto Lusa

Por Notícias ao Minuto

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