RENT3: R$ 43,60 ▼ 2,29%
IBOVESPA: 179.639,91pts ▼ 0,43%
VALE3: R$ 76,99 ▼ 2,49%
ITUB4: R$ 42,05 ▼ 1,55%
PETR4: R$ 47,05 ▲ 1,44%
B3SA3: R$ -- --
USD: R$ -- --
EUR: R$ -- --

Fortalecimento dos conselhos tutelares é essencial para o ECA Digital, afirmam especialistas

Durante audiência pública no Senado, especialistas destacaram a importância de investir na capacitação e estrutura dos conselhos tutelares para garantir a efetividade do Estatuto...

Na última segunda-feira (13), especialistas discutiram a necessidade de fortalecer os conselhos tutelares como parte da implementação do Estatuto Digital da Criança e do Adolescente (ECA Digital). A audiência pública foi organizada pela Comissão de Assuntos Sociais do Senado (CAS) e ocorreu no dia em que se celebram 36 anos do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

A senadora Leila Barros (PDT-DF), que pediu a realização do encontro, ressaltou a importância do papel dos conselhos tutelares na proteção da infância e defendeu a valorização dos profissionais que atuam nessa área. Ela argumentou que o fortalecimento da rede de proteção é fundamental para que o ECA Digital alcance os resultados esperados.

Durante a audiência, foi abordado também o Projeto de Lei 5.285/2016, que propõe a criação de um piso salarial nacional para os conselheiros tutelares. Atualmente, a remuneração desses profissionais é variável, dependendo da legislação de cada município, e, em algumas localidades, chega a ser equivalente a um salário mínimo.

Fábio Meirelles, secretário nacional substituto dos Direitos da Criança e do Adolescente do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, afirmou que o ECA Digital apresenta novos desafios para a rede de proteção, mas não modifica as responsabilidades dos conselhos tutelares. Ele enfatizou que esses órgãos devem continuar a acolher e proteger casos de violação de direitos, sem assumir funções de fiscalização de plataformas digitais ou investigações criminais.

A juíza Rejane Suxberger, da 1ª Vara da Infância e da Juventude do Distrito Federal, destacou a discrepância entre as responsabilidades atribuídas aos conselheiros tutelares e as condições de trabalho que eles enfrentam. Segundo ela, os profissionais lidam com situações de crise frequentemente sem a estrutura necessária, além de enfrentarem salários baixos e falta de apoio nas diversas regiões do país.

Rejane também reiterou a importância do Projeto de Lei 5.285, afirmando que a criação de um piso salarial é mais do que uma questão de remuneração, sendo, na verdade, uma pauta de proteção à infância. Ela concluiu que Um Conselho Tutelar bem estruturado representa um investimento eficaz e de baixo custo para o Estado brasileiro.

Siga-nos em nossas redes sociais FacebookTwitter e Instagram. Você também pode ajudar a fazer o nosso Blog, nos enviando sugestão de pauta, fotos e vídeos para nossa a redação do Blog do Silva Lima por e-mail blogdosilvalima@gmail.com ou WhatsApp (87) 9 9155-5555.