A visita do Senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ao prefeito de Duque de Caxias, Netinho Reis (MDB), realizada na última segunda-feira (13/7), gerou desconforto entre os integrantes do PL do Rio de Janeiro. O descontentamento entre as lideranças do partido se intensificou, uma vez que Netinho é sobrinho de Washington Reis (MDB), que tem se alinhado ao ex-prefeito Eduardo Paes (PSD) na corrida pelo governo do estado.
Washington Reis, que possui uma influência significativa na região da Baixada Fluminense, indicou sua irmã, Jane Reis (MDB), como candidata a vice na chapa de Paes. Enquanto isso, o PL no Rio já definiu o deputado Douglas Ruas como seu candidato ao governo. Essa dinâmica política fez com que a visita de Flávio ao prefeito fosse vista como uma movimentação inadequada por alguns membros do partido.
Nos bastidores, caciques do PL expressaram sua insatisfação, questionando a falta de comunicação prévia sobre a agenda que Flávio Bolsonaro manteve com Netinho Reis. Um influente membro do PL fluminense, que preferiu não se identificar, expressou sua perplexidade: "Como o cara vem fazer visita a um prefeito que está no palanque oposto ao dele no estado?".
Por outro lado, interlocutores próximos a Flávio Bolsonaro tentaram minimizar as críticas. Eles ressaltaram que a família Reis, que possui um papel relevante na Baixada Fluminense, se comprometeu a apoiar o senador em sua candidatura presidencial. Essa situação evidencia as complexidades das alianças políticas dentro do cenário eleitoral do Rio de Janeiro e a necessidade de movimentações estratégicas por parte dos candidatos.
A tensão em torno da Visita de Flávio Bolsonaro reflete a fragilidade das articulações políticas em um ambiente onde as alianças podem mudar rapidamente, especialmente com as eleições se aproximando. O PL, em sua busca por fortalecer sua presença no estado, enfrenta desafios internos que podem impactar suas estratégias futuras na disputa eleitoral.