O Comando Central dos Estados Unidos (Centcom) confirmou, nesta segunda-feira (13/7), uma nova série de ataques aéreos contra o Irã. Os militares norte-americanos afirmaram que a ofensiva tem como meta destruir as forças iranianas e sua capacidade de realizar ataques contra civis e embarcações comerciais no Estreito de Ormuz.
Informações preliminares da mídia estatal iraniana indicam que os bombardeios atingiram áreas no sul do Irã. Esta ação marca a terceira noite seguida de ataques por parte dos EUA contra o país. As tensões entre Washington e Teerã se intensificaram desde o dia 7 de julho, após os Estados Unidos acusarem o Irã de realizar ataques a embarcações que transitavam pelo Estreito de Ormuz, uma rota que é responsável por aproximadamente 20% da produção global de petróleo.
Em resposta às alegações, forças iranianas lançaram mísseis e drones em direção a instalações militares dos EUA localizadas em países do Golfo, incluindo Jordânia, Bahrein, Emirados Árabes Unidos e Kuwait. Essa escalada de hostilidades resultou na quebra oficial de um cessar-fogo que havia sido estabelecido entre os dois países no final de junho.
O acordo anterior, que incluía um memorando de entendimento entre Washington e Teerã, previa a suspensão do bloqueio no Estreito de Ormuz, a liberação gradual de ativos iranianos e a flexibilização de sanções. Essas medidas estavam em vigor enquanto um acordo final estava sendo negociado. No entanto, desde a última semana, o Irã reestabeleceu o bloqueio na região, enquanto os Estados Unidos retomaram as sanções que haviam sido suspensas anteriormente.
Além disso, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ordenou a reativação do bloqueio aos portos iranianos, complicando ainda mais a situação na região. As recentes ações militares mostram uma escalada significativa nas tensões entre os dois países, que agora se encontram em um ciclo de retaliações e confrontos diretos.