O ministro do STF Alexandre de Moraes determinou que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) não poderá visitar o pai, Jair Bolsonaro, até uma semana após o primeiro turno das eleições, que ocorrerá em 4 de outubro. A decisão, assinada na segunda-feira (13/7), suspende as visitas por um período de 90 dias, encerrando em 11 de outubro.
Essa restrição ocorrerá em um momento crítico para Flávio, que busca definir detalhes de sua candidatura à Presidência, incluindo a escolha do vice-presidente de sua chapa. A proibição das visitas foi uma resposta a uma carta divulgada por Flávio nas redes sociais, na qual Jair expressa apoio à pré-candidatura do filho, chamando-o de seu “porta-voz”.
A carta gerou preocupações sobre o cumprimento das medidas cautelares impostas ao ex-presidente, que atualmente cumpre prisão domiciliar. O despacho de Moraes também inclui um prazo de 48 horas para que a defesa de Jair Bolsonaro esclareça se ele tinha conhecimento da divulgação da carta.
O ministro está avaliando se a publicação da carta pode ser considerada uma violação das restrições que proíbem Jair de utilizar redes sociais, mesmo que indiretamente. Moraes destacou o uso de “expressões com carga semântica equivalente a pedido explícito de voto”, o que pode caracterizar propaganda eleitoral antecipada, levando o Ministério Público Eleitoral a investigar o caso.
Essas medidas refletem o contexto tenso em que Flávio Bolsonaro se encontra, já que esse período é fundamental para a articulação política em sua campanha. A decisão de Moraes, se mantida, pode impactar diretamente a estratégia do senador e suas interações com o ex-presidente, especialmente em um momento em que a definição do candidato a vice é crucial para o sucesso de sua candidatura ao Palácio do Planalto.