O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu suspender por 90 dias o direito de visita do senador e pré-candidato à Presidência FLÁVIO BOLSONARO (PL-RJ) a Jair BOLSONARO (PL). A medida foi tomada após a publicação de um vídeo por FLÁVIO, no qual ele anunciava que leria uma carta escrita pelo ex-presidente, a ser divulgada em suas REDES SOCIAIS. Essa decisão foi formalizada em 13 de julho de 2026.
Em sua determinação, Moraes solicitou que a defesa de Jair BOLSONARO esclareça, em até 48 horas, se o ex-presidente tinha ciência de que a carta escrita durante sua prisão domiciliar seria compartilhada publicamente. O conteúdo da carta, que pede apoio à pré-candidatura de FLÁVIO e o apresenta como “porta-voz” e “a melhor opção para livrar o Brasil da corrupção, da violência e do empobrecimento”, gerou preocupação quanto ao cumprimento das regras impostas ao ex-presidente.
A decisão do ministro ressalta que a divulgação da carta pode indicar um possível descumprimento da medida cautelar que proíbe Jair BOLSONARO de utilizar REDES SOCIAIS. Moraes argumenta que a declaração de FLÁVIO, ao afirmar que o pai tinha um “recado muito importante” para o país, sugere que Jair poderia ter ciência de que a carta seria divulgada, o que configuraria uma violação da medida cautelar.
Moraes destacou que a afirmação de FLÁVIO, ao descrever a carta como “imperdível” e com um “recado muito importante”, sugere que o ex-presidente estava ciente da intenção de tornar o documento público. Essa situação levou à suspensão do direito de visita do senador ao ex-presidente por três meses.
Além disso, o ministro determinou que cópias da decisão e dos vídeos relacionados ao caso sejam enviadas à Procuradoria Geral da República, para que esta avalie as providências que considerar necessárias.
A RESTRIÇÃO ao uso de REDES SOCIAIS é uma das medidas cautelares impostas a Jair BOLSONARO durante seu regime de prisão domiciliar. Moraes reafirma que essa proibição abrange manifestações realizadas diretamente ou por meio de terceiros, e que essa interpretação deve ser respeitada enquanto a medida estiver em vigor.