Na última segunda-feira (13/7), o dólar comercial fechou em alta, alcançando a cotação de R$ 5,132. Ao mesmo tempo, o Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira (B3), recuou 1,20%, finalizando o dia aos 175,7 mil pontos.
Esse movimento no mercado financeiro foi impulsionado por uma forte aversão ao risco, desencadeada pela nova escalada de tensões entre Estados Unidos e Irã. O aumento das incertezas sobre a oferta global de petróleo resultou em preocupações sobre a inflação mundial e diminuiu o apetite por ativos de risco.
A combinação desse cenário com as declarações de dirigentes do Federal Reserve, que sugeriram uma possível política monetária mais restritiva em resposta ao aumento dos preços da energia, fortaleceu o dólar em nível global e pressionou as bolsas de valores.
O mercado de petróleo foi um dos principais destaques do dia. O preço do barril do tipo Brent, referência internacional, subiu 9,59%, terminando o dia cotado a US$ 83,30. O WTI, referência nos Estados Unidos, também teve um aumento significativo de 9,42%, fechando a US$ 78,14. Essa alta foi impulsionada pela intensificação do conflito no Oriente Médio e a incerteza em torno do Estreito de Ormuz, uma rota crucial para o transporte de petróleo.
Na Bolsa brasileira, as ações das empresas do setor de petróleo se beneficiaram desse aumento. As ações ordinárias da Petrobras (PETR3) tiveram uma alta de 3,44%, enquanto as preferenciais (PETR4) subiram 2,55%. A PetroRio (PRIO3) também registrou um desempenho positivo, com uma valorização de 3,16%.
Apesar das valorizações no setor petrolífero, o Ibovespa fechou em queda, seguindo o movimento observado nos mercados internacionais. Em Wall Street, o S&P 500 recuou 0,78%, enquanto o Dow Jones perdeu 0,26% e o Nasdaq 100 caiu 1,88%, afetado principalmente pelas ações de tecnologia. Essa dinâmica foi reflexo da aversão ao risco global, que acabou ignorando a redução das projeções de inflação no boletim Focus.