O valor médio do frete rodoviário registrou um aumento de aproximadamente 20% no segundo trimestre de 2026 em relação ao mesmo período de 2025. Essa informação é parte de um levantamento realizado pela Frete Insights, que analisa o valor pago por tonelada de carga a cada quilômetro rodado. A pesquisa se concentra em operações do mercado spot, que são contratações feitas conforme a demanda, sem contratos de longa duração, e inclui todos os tipos de caminhão com carga cheia.
No mês de abril, o preço médio do frete alcançou R$ 0,431 por tonelada e quilômetro, apresentando uma elevação de 6,93% em relação ao mês anterior. Em comparação com abril de 2025, quando o valor estava em R$ 0,369, o crescimento foi de 16,8%. Entretanto, em maio, houve uma queda no preço, que recuou para R$ 0,401, representando uma diminuição de 6,85% em relação a abril. Esse movimento ocorreu após o pico do escoamento da safra de soja, que foi um fator relevante para a alta registrada em abril.
O mês de junho trouxe uma nova elevação, com o indicador encerrando o trimestre em R$ 0,416 por tonelada e quilômetro. Apesar das oscilações mensais, os preços permaneceram acima dos níveis observados em 2025. A variação nos valores do frete não foi uniforme entre os diferentes tipos de caminhões. No acumulado dos primeiros seis meses de 2026, os caminhões caçamba tiveram a maior alta, com um aumento de 19,9% em relação ao mesmo período do ano anterior.
Os caminhões caçamba são utilizados principalmente para transportar materiais como areia, brita, terra e minério, e o aumento nos preços impacta diretamente o transporte relacionado à construção civil e à mineração. Já os fretes realizados por caminhões graneleiros subiram 15,3%, afetando o custo de produtos a granel, como soja e fertilizantes, o que pode gerar repercussões financeiras para produtores rurais e cooperativas.
Outros tipos de caminhões também enfrentaram aumentos, com os caminhões sider apresentando uma alta de 7,5%, seguidos pelos caminhões-baú, que tiveram um aumento de 6,5%, e os veículos de grade baixa, com 6,2%. O caminhão sider é utilizado para transportar produtos industriais, enquanto o baú é destinado ao transporte de cargas protegidas, como alimentos e eletrônicos.
Na comparação entre os meses de maio e junho, todos os tipos de carroceria analisados tiveram aumento de preços, sendo que os caminhões-baú lideraram com uma alta de 5,9%, seguidos por veículos de grade baixa (3,2%), caçamba (1,4%), graneleiro (1,3%) e sider (1,1%).