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Lula condiciona comentários sobre tarifas a declarações de Trump

Em visita ao Rio de Janeiro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que só comentará sobre a tarifa de 25% imposta pelos...

Durante uma visita à Carreta da Saúde da Mulher, no Rio de Janeiro, na sexta-feira, 17 de julho de 2026, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) declarou que não irá abordar o tema do tarifaço até que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, se pronuncie sobre o assunto. A tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros foi formalizada pelo governo norte-americano na quarta-feira, 15 de julho, e o Planalto classificou a decisão como "um marco lastimável" nas relações bilaterais.

O governo brasileiro anunciou que acionará a Lei de Reciprocidade e buscará respaldo na Organização Mundial do Comércio (OMC) em resposta a essa medida. Lula enfatizou que, em vez de discutir o tarifaço, prefere focar em assuntos como o tratamento das mulheres e a Carreta da Saúde. "Vou deixar para falar do tarifaço quando o Trump falar. Vou mostrar que, contra o Brasil, ninguém ganha mentindo", afirmou o presidente.

A tarifa de 25% foi proposta após a conclusão de uma investigação pela USTR (Escritório do Representante Comercial dos EUA), que apontou práticas comerciais injustas por parte do Brasil. O governo norte-americano fundamentou a imposição da tarifa como uma resposta a políticas que considera prejudiciais, incluindo questões relacionadas ao Pix, comércio digital e proteção à propriedade intelectual.

A audiência pública promovida pela USTR nos dias 6 e 7 de julho contou com a presença de representantes da Embaixada do Brasil em Washington, mas o governo Lula decidiu não enviar oradores. O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) compareceu no segundo dia, mas seu depoimento não teve impacto significativo na decisão de Trump.

As reuniões entre as equipes técnicas dos dois países têm sido frequentes, com cinco encontros de alto nível já realizados com o representante comercial dos EUA, Jamieson Greer. A última reunião ocorreu na terça-feira, 14 de julho, um dia antes do anúncio da nova tarifa. O Planalto considera a aplicação das tarifas como "injusta" e optou por retirar discussões sobre o Pix da mesa de negociação.

Em declarações feitas em 13 de julho, Lula chegou a afirmar que o tarifaço não seria implementado, embora não tenha esclarecido as razões para essa afirmação.

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