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EUA impõem tarifa de 25% sobre produtos brasileiros após práticas comerciais desleais

A secretária de Agricultura dos EUA, Brooke Rollins, defendeu a tarifa de 25% sobre produtos do Brasil, alegando desvantagem para agricultores americanos. A medida...

A secretária criticou a tarifa brasileira de 18% sobre o etanol norte-americano, considerando-a injusta e afirmando que essa medida resultou em uma redução de mais de 87% nas exportações de etanol dos EUA para o Brasil desde 2018. "Esses dias estão acabando. O etanol americano está tendo seu melhor ano até agora e, sob a liderança do presidente Trump, estamos lutando para abrir mercados e nivelar o campo de atuação", declarou Rollins.

A tarifa de 25% foi proposta em 1º de junho de 2026, após a conclusão de uma investigação da Seção 301 realizada pelo USTR, que identificou práticas comerciais consideradas injustas. O relatório do USTR apontou alvos como o sistema de pagamentos Pix, comércio digital, tarifas preferenciais e desmatamento ilegal, indicando que políticas públicas brasileiras favorecem o Pix em detrimento das empresas americanas do setor de pagamentos eletrônicos.

Em julho de 2026, o USTR promoveu uma audiência pública antes da decisão sobre as tarifas. O governo brasileiro, sob a administração de Lula, optou por não enviar representantes para a audiência, e apenas membros da Embaixada do Brasil em Washington compareceram.

Em 15 de novembro de 2025, o governo dos EUA formalizou a redução de tarifas sobre diversos produtos brasileiros, como carne bovina, café, tomate e banana, após um decreto assinado por Trump. A tarifa recíproca de 10% imposta em abril foi cancelada, mas uma taxa adicional de 40% foi mantida. Por sua vez, em 20 de novembro do mesmo ano, os Estados Unidos revogaram a tarifa de 40% sobre produtos agrícolas brasileiros.

A questão das tarifas ganhou novo contorno em 20 de fevereiro de 2026, quando a Suprema Corte dos Estados Unidos decidiu, por 6 votos a 3, que as tarifas globais impostas por Trump eram ilegais. Na mesma data, o presidente assinou um decreto estabelecendo uma tarifa global de 10% para todos os países.

A situação entre Brasil e Estados Unidos continua a evoluir, com o governo norte-americano buscando formas de proteger seus agricultores e promover um comércio mais justo, enquanto o Brasil enfrenta críticas por suas práticas comerciais e ambientais.

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