Lionel Messi, artilheiro da Argentina na Copa do Mundo 2026, adota a dieta mediterrânea, um estilo alimentar que prioriza a ingestão de alimentos frescos e locais, como vegetais, frutas, leguminosas e azeite. A médica nutróloga Marcella Garcez destaca que essa dieta pode melhorar a qualidade de vida e auxiliar na prevenção de doenças crônicas.
De acordo com Garcez, a dieta mediterrânea é um dos padrões alimentares mais estudados e frequentemente recomendados por profissionais de saúde, devido a suas vantagens comprovadas em diversas áreas da saúde. Ela não é a única opção saudável, mas é considerada uma das melhores por seu equilíbrio nutricional, simplicidade e impacto positivo na saúde geral.
Entre os alimentos recomendados, o abacate se destaca por ser rico em fibras, enquanto o mamão é uma excelente fonte de vitaminas A e C. Frutas vermelhas, como o morango, possuem baixo índice glicêmico e os mirtilos ajudam a reduzir o estresse oxidativo e a inflamação. O coco seco natural também é mencionado por suas fibras e gorduras saudáveis.
Os benefícios da dieta mediterrânea são variados. Ela é rica em gorduras saudáveis, contribuindo para a redução do colesterol LDL e proteção do coração. Além disso, as fibras e os carboidratos de baixo índice glicêmico desempenham um papel importante na prevenção e controle do diabetes. O ômega-3 encontrado em peixes é benéfico para a saúde cerebral e pode proteger contra o declínio cognitivo. Estudos também associam esse padrão alimentar a uma expectativa de vida mais longa.
Apesar de seus benefícios, a dieta mediterrânea pode apresentar desafios, especialmente pela menor ingestão de proteínas animais. Se não houver um planejamento cuidadoso, pode haver dificuldades em atender às necessidades nutricionais. Outro fator a ser considerado é o custo, pois alimentos como azeite de oliva, peixes e frutas frescas podem ser caros em algumas regiões. Além disso, a adesão a esse padrão alimentar pode exigir mudanças culturais significativas, o que pode ser um obstáculo para alguns.
Para facilitar a adaptação à dieta mediterrânea, Marcella Garcez sugere sete maneiras de “mediterranizar” a alimentação brasileira: