O Movimento Democrático Brasileiro (MDB) oficializou, no último sábado (25), seu apoio à pré-candidatura de João Campos (PSB) ao Governo de Pernambuco, durante convenção realizada na Câmara do Recife. O evento também teve como foco a homologação das chapas de candidatos a deputado estadual e federal, consolidando a participação do MDB na chapa majoritária da Frente Popular, que inclui João Campos para o Governo e Marília Arraes (PDT) e Humberto Costa (PT) para o Senado.
Raul Henry, presidente estadual do MDB, destacou a importância da aliança que foi iniciada em 2012, fundamentada em uma relação de “reciprocidade e lealdade política”. Ele enfatizou que não havia razões para romper com o PSB e ressaltou os resultados positivos de João Campos à frente da Prefeitura do Recife como credenciais que sustentam sua candidatura ao governo estadual.
Henry também observou que a participação no evento superou as expectativas para um ato formal, afirmando que a convenção serviu como um momento de homologação das candidaturas e do apoio à coligação majoritária da Frente Popular. Ele anunciou que uma convenção festiva está agendada para o próximo sábado.
O dirigente criticou a administração da governadora Raquel Lyra (PSD), alegando que o Estado não recebeu obras estruturadoras durante seu mandato. Henry questionou a falta de avanços em projetos prometidos, como a duplicação da BR-232, a construção do Arco Metropolitano e a entrega das 250 creches prometidas, afirmando que a gestão atual se resume a promessas sem realizações concretas.
João Campos, por sua vez, utilizou o encontro para expressar seu agradecimento ao MDB e afirmar que a aliança fortalece o projeto da oposição ao governo estadual. Em seu discurso, o pré-candidato enfatizou a importância do crescimento do MDB em Pernambuco, afirmando que a legenda sairá fortalecida para as eleições.
Antes do evento, Álvaro Porto, do MDB, havia declarado que a decisão de apoiar João Campos se baseou na visão de que ele representa a mudança necessária para Pernambuco, em um momento em que a população clama por transformações.