O Partido dos Trabalhadores (PT) está considerando acionar o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em virtude de um vídeo produzido com inteligência artificial, que foi apresentado durante a convenção que oficializou a candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República. O evento ocorreu no último sábado, 25 de julho, em São Paulo.
Integrantes da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva estão discutindo a possibilidade de que esse material configure uma irregularidade eleitoral, especialmente em relação às normas do TSE que regulamentam o uso de conteúdos gerados por inteligência artificial nas campanhas eleitorais.
Enquanto isso, Carlos Bolsonaro, em viagem aos Estados Unidos, enviou um vídeo para a convenção, no qual destacou que esta seria a "última chance" para livrar o Brasil do PT. O vídeo, que fez parte de um dos momentos mais significativos da convenção, utilizou recursos de IA para recriar imagens e falas do ex-presidente.
Na peça, o ex-presidente afirmou: “Garanto, nenhuma prisão vai calar o sentimento de esperança e milhões de brasileiros que acreditam no nosso país. Por isso, peço que vocês recebam, de braços abertos, a pessoa que escolhi para me substituir. Sangue do meu sangue. Meu filho, Flávio.”
Lula, por sua vez, aproveitou a ocasião de sua própria convenção, que lançou Fernando Haddad como candidato ao governo de São Paulo, para criticar o uso de inteligência artificial por seus adversários. Ele declarou que esta eleição poderia ser a primeira no Brasil em que os opositores, devido à falta de propostas e biografia, fariam uso dessa tecnologia para enganar a população.
O ex-presidente enfatizou a necessidade de alertar os eleitores sobre a provável manipulação nas redes sociais, ressaltando que os adversários poderiam criar narrativas e promessas que não corresponderiam à realidade. Ele afirmou: “É importante repetir isso: os nossos adversários vão trabalhar muito nas redes digitais, com inteligência artificial, para inventar coisas que não fizeram, coisas que não são e para fazer promessas que jamais irão cumprir.”