No 2º semestre de 2012, logo após o início do Nieman Fellowship, uma turma visitou o American Repertory Theater, na Universidade Harvard, para assistir à peça "Marie Antoinette". O espetáculo, no entanto, gerou confusão para uma das participantes, que sentiu dificuldade em compreender a narrativa, como se estivesse perdendo uma compreensão compartilhada por todos ao seu redor. Ao ser questionada pela curadora do programa, Ann Marie Lipinski, sobre sua impressão, a repórter admitiu a sensação de estranhamento.
Naquele período, a profissional já havia fundado o Homicide Watch D.C., uma plataforma digital voltada para relatar histórias de vítimas de crimes, e seu foco era inteiramente voltado para a área policial. O universo teatral estava distante de sua rotina, e a ideia de criar um podcast sobre o teatro de Boston parecia inusitada. No entanto, mais de uma década depois, essa possibilidade se concretizou.
A trajetória profissional da repórter se caracteriza pela busca incessante por novas oportunidades de crescimento. Essa jornada, que não se apresenta como linear, reflete uma evolução pessoal e profissional, moldada por experiências e circunstâncias diversas. Desde sua primeira interação com o teatro, a repórter começou a explorar o American Repertory Theater e outras instituições culturais na região durante e após o Nieman Fellowship, encontrando um espaço onde se sentia à vontade.
A concepção do podcast "Scene in Boston" ocorreu no 2º semestre do ano passado, quando a repórter decidiu se aventurar em um novo projeto, alinhando suas experiências e o tempo livre que possuía. A ideia surgiu de uma conversa durante uma viagem compartilhada pelo aplicativo Lyft, após uma conferência, e rapidamente se transformou em realidade.
Em um momento marcante, a equipe do podcast encerrou sua 1ª temporada, ocasião em que realizaram uma avaliação com os estudantes envolvidos. Um deles, Alex, compartilhou sua jornada de aprendizado, destacando como, ao longo do projeto, se tornou capaz de realizar tarefas que antes não dominava, como enrolar cabos de equipamento, algo que agora fazia com facilidade. Essa experiência reforçou a ideia de que a prática é essencial para o desenvolvimento de habilidades, tanto no jornalismo quanto na construção da confiança profissional.
A repórter, que participou do Nieman Fellowship em 2013, reflete sobre sua jornada desde aqueles primeiros passos hesitantes no teatro até se tornar uma jornalista cultural, planejando já a 2ª temporada de seu podcast, demonstrando que a evolução é possível em qualquer trajetória profissional.