A chapa liderada por Fernando Haddad, do PT, em São Paulo, planeja uma abordagem diferenciada para enfrentar a candidatura do governador Tarcísio de Freitas, do Republicanos. Com as candidaturas de Simone Tebet e Marina Silva, ambas do PSB, ao Senado, a equipe de Haddad está adotando uma estratégia de "capilaridade". Essa tática implica que cada um dos principais nomes da chapa se concentrará em diferentes regiões do estado, permitindo que Haddad, Simone e Marina ampliem seu alcance e visibilidade eleitoral.
A partir de setembro, a ideia é que Haddad realize campanhas em uma área, enquanto Simone e Marina se dedicam a outras regiões, com o objetivo de superar a concorrência de Tarcísio. Aliados de Haddad destacam que o vice-presidente Geraldo Alckmin, que concorre nacionalmente como vice na chapa de Lula, deve permanecer em São Paulo, atuando como coordenador informal da campanha no estado.
A expectativa é de que a chapa tenha boas chances de conquistar a capital, que possui um eleitorado considerado mais moderado. A estratégia de capilaridade é vista como crucial, especialmente no interior de São Paulo, onde o PT enfrenta desafios maiores em relação à aceitação dos eleitores.
Além da divisão das agendas, a estratégia também pode favorecer Marina Silva. Há preocupações dentro do PSB de que o segundo voto dos eleitores de Simone Tebet possa migrar para André do Prado, do PL, que tem um perfil mais centrista, ao invés de ser direcionado para a ex-ministra do Meio Ambiente. Essa dinâmica pode impactar a distribuição de votos e a competitividade da chapa liderada por Haddad.
Com a aproximação das eleições, a coordenação e as ações estratégicas da chapa se tornam ainda mais importantes para que os candidatos possam se firmar como opções viáveis frente ao atual governador. A campanha está atenta às nuances do eleitorado, buscando maximizar suas chances de sucesso nas urnas.