A Jornada de Foguetes 2026 reúne estudantes do sexto ao nono ano do ensino fundamental, além das três séries do ensino médio, de escolas públicas e privadas de diversas regiões do Brasil. O evento, que faz parte da Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA), visa promover o aprendizado de maneira interativa e prática.
João Batista Garcia Canalle, coordenador da OBA e da Jornada de Foguetes, destaca que a competição não se resume a um simples evento de lançamento de foguetes. Os alunos são premiados com troféus em várias categorias, como campeão e vice-campeão, e têm a oportunidade de aprender sobre a construção de diferentes tipos de foguetes e a importância da comunicação oral, ao apresentarem suas criações.
De acordo com Canalle, a atividade complementa o que é ensinado em sala de aula, promovendo a colaboração entre os estudantes e tornando o ensino mais atrativo. Os alunos participarão de oficinas onde aprenderão a construir e lançar dois tipos de foguetes, sendo um deles eletrônico, que libera um paraquedas durante a descida. Além disso, terão a chance de assistir a palestras de equipes universitárias envolvidas na construção de foguetes de grande porte.
Os estudantes do ensino médio utilizarão uma mistura de vinagre e bicarbonato de sódio para o lançamento de seus foguetes, incorporando conceitos de química, enquanto as turmas do ensino fundamental lançarão foguetes que funcionam com água e ar comprimido, em um processo mais acessível.
As atividades da jornada se iniciam no dia 3 de agosto, com a abertura programada para ocorrer das 20h às 22h, onde os participantes começarão a trabalhar em foguetes mais complexos. As jornadas seguirão até o dia 5, com horários das 8h às 22h, e nas quintas-feiras, a programação será das 8h ao meio-dia, quando as equipes vencedoras serão premiadas.
O objetivo da Jornada de Foguetes é ensinar ciência, Astronomia e Astronáutica de forma lúdica, envolvendo todos os participantes em atividades como observação do céu noturno e sessões de planetário. A iniciativa conta com a realização da Sociedade Astronômica Brasileira (SAB) em parceria com a Agência Espacial Brasileira (AEB), e tem o apoio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), do Centro Universitário Facens, do BTG Pactual, da Bizu Space e da Força Aérea Brasileira.