Um homem de 43 anos foi preso por aplicar golpes em empresários de diferentes regiões administrativas do Distrito Federal. Ele fazia orçamentos para melhorar a fachada de vários comércios. Após os pagamentos, o estelionatário começava a dar desculpas, fingindo ter a mãe hospitalizada para desaparecer e não cumprir o serviço.
Wilson Marques de Oliveira de Jesus (foto em destaque) foi capturado nessa segunda-feira (2/2) por policiais civis da 15ª Delegacia de Polícia (Ceilândia).
O investigado cumpria prisão domiciliar por condenação definitiva, mas, mesmo assim, continuava aplicando golpes.
Momento da prisão:
Golpista preso
Reprodução / PCDF
Golpista chegando na delegacia
Reprodução / PCDF
Wilson Marques de Oliveira de Jesus
Imagem cedida ao Metrópoles
Entenda o caso:
- O caso começou com a denúncia de um casal, proprietário de um açougue em Ceilândia.
- Eles contrataram a empresa WSA Comunicação Visual, de Wilson, para a confecção da fachada do estabelecimento, pelo valor total de R$ 5.800.
- Após a assinatura do contrato, o investigado solicitou um adiantamento de R$ 1.143,10, alegando que o valor seria necessário para a compra de materiais.
- O pagamento foi realizado, mas o serviço nunca foi executado. Depois, Wilson passou a apresentar desculpas, como o hospitalização da mãe.
- Em seguida, ele parou completamente os contatos, desligando o telefone e bloqueando as vítimas em aplicativos de mensagens.
Como o golpista agia
Segundo a polícia, o investigado agia de forma sistemática. Ele abordava os comerciantes e empresários oferecendo serviços de comunicação visual. Depois, se apresentava como proprietário de empresa formalmente registrada.
Wilson cobrava os valores antecipados, geralmente via Pix ou cartão de crédito. Após receber o pagamento, utiliza justificativas falsas para enrolar as vítimas e, em seguida, desaparecia.
- Histórico criminal e golpes recentes
Wilson possui mais de 20 registros policiais, majoritariamente por estelionato, desde 2011. Entre 2025 e 2026, foram identificados diversos golpes com o mesmo padrão:
- Santa Maria/DF: recebeu mais de R$ 4.500 para compra de equipamentos de segurança e não entregou os materiais nem realizou o serviço;
- Asa Norte/DF: recebeu R$ 1.400 via Pix para fachada de restaurante e nunca retornou ao local;
- Taguatinga/DF: recebeu R$ 2.500 para confecção de placas e adesivos, fornecendo endereço falso da empresa;
- Gama/DF: recebeu R$ 3.000 para serviço em igreja e posteriormente confessou ter usado o dinheiro;
- Águas Claras/DF: recebeu R$ 2.000 como entrada para placas de escola de idiomas e não iniciou nenhum serviço.
A divulgação do nome e da foto do investigado tem o objetivo de permitir que outras possíveis vítimas o reconheçam, identifiquem situações semelhantes e compareçam às delegacias para registrar ocorrência, contribuindo para o fortalecimento das investigações e a responsabilização penal do investigado.