Arquivos recentes do magnata revelam e-mails de Sarah Ferguson e relatos de vítimas que apontam para a existência de descendentes, enquanto seu irmão refuta categoricamente.
Documentos recém-divulgados de Jeffrey Epstein indicam que o magnata pode ter tido um filho, embora seu irmão negue veementemente as alegações.
As recentes divulgações dos arquivos de Jeffrey Epstein continuam a chocar o público e a revelar detalhes perturbadores sobre a vida do criminoso sexual. Entre as informações mais impactantes, surgem indícios de que Epstein pode ter tido um filho há aproximadamente 15 anos, uma revelação que adiciona uma nova camada de complexidade ao seu legado sombrio.
As suspeitas ganharam força a partir de um e-mail datado de 21 de setembro de 2011, enviado pela ex-duquesa de York, Sarah Ferguson. A mensagem, endereçada a Epstein após sua primeira condenação por abuso de menor, mencionava explicitamente a chegada de um “menino”.
“Não sei se você ainda usa este BBM, mas fiquei sabendo pelo duque [ex-príncipe Andrew] que você teve um menino. Mesmo sabendo que é difícil manter contato com você, continuo aqui com amor, amizade e parabéns pelo menino”, dizia o documento, citado pelo New York Post.
Em outra comunicação, Ferguson expressou não saber que o magnata estava prestes a se tornar pai, sugerindo um conhecimento prévio sobre a gravidez.
Além do e-mail de Ferguson, o jornal norte-americano The Times noticiou que Epstein pode ter tido não apenas um, mas vários filhos, com base em outras referências nos documentos divulgados. Um relato particularmente perturbador descreve uma adolescente que alegou ter dado à luz uma menina em 2002, quando tinha 16 ou 17 anos.
Segundo o diário da jovem, o bebê foi levado apenas dez minutos após o nascimento, com a supervisão de Ghislaine Maxwell. “Ela nasceu, eu ouvi o choro dela.
Eu vi aquela cabecinha e aquele corpinho minúsculo entre as mãos do médico. Ghislaine disse que ela era linda.
Onde ela está?”, escreveu a suposta vítima.
No entanto, é crucial ressaltar que nunca houve confirmação pública de que Jeffrey Epstein tivesse filhos. Seu testamento, redigido anos antes de sua morte, também não faz qualquer menção a descendentes. O irmão de Jeffrey, Mark Epstein, negou veementemente as alegações. “Não, Jeff não tinha filhos. Se tivesse tido um filho, acho que eu saberia”, afirmou ao Business Insider, descartando as sugestões contidas nos documentos. Um vídeo sem data encontrado nos arquivos, que parece ter sido gravado na mansão de Epstein, mostra um teste de paternidade sobre uma mesa, adicionando mais um elemento de mistério à questão.
Epstein se Autodenominava “Predador Sexual de Categoria Um”
Em uma revelação separada, mas igualmente chocante, os documentos recém-liberados pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos incluem trechos de uma entrevista na qual Jeffrey Epstein descreve a si mesmo como um “predador sexual de primeira categoria”. Ao ser questionado se era um predador sexual de categoria três, o magnata respondeu: “Categoria um.
Sou o mais baixo”, numa aparente tentativa de minimização ou distorção. Embora a identidade do entrevistador não seja clara nas imagens, especula-se que seja Steve Bannon, ex-assessor de Donald Trump.
Essas informações, parte das três milhões de páginas, 180 mil imagens e dois mil vídeos divulgados, continuam a lançar luz sobre as profundezas da depravação de Epstein e as ramificações de suas ações, mantendo o caso em evidência e alimentando o debate sobre a extensão de seus crimes e cúmplices.