Informações sobre a relação entre Marcola e Roberta já eram de conhecimento de membros do governo, especialmente após a quebra do sigilo do celular da lobista, que revelou mensagens trocadas entre ela e o ex-assessor de Lula. Em meados de julho, Marcola comunicou a Lula sobre a situação, levando o presidente a solicitar que ele deixasse sua posição.
Após essa revelação, Marcola enfrentou a instauração de um novo inquérito, e sua defesa expressou confiança na condução do ministro Flávio Dino, que está à frente do caso. Além disso, a defesa de Fábio Luís Lula da Silva protocolou uma reclamação na Corregedoria-Geral da Polícia Federal devido ao vazamento de informações sigilosas e solicitou providências em relação à divulgação de áudios entre ele e Roberta, que poderiam ser utilizados pela campanha do candidato do PL, Flávio Bolsonaro.
A quebra de sigilo do celular de Roberta ocorreu por decisão do ministro André Mendonça, que também autorizou operações de busca em endereços relacionados ao senador Weverton Rocha e ao advogado Willer Tomaz, ambos com vínculos com a atual administração do Palácio do Planalto e com a campanha de Flávio Bolsonaro.