Nesta quinta-feira, 6 de agosto de 2026, a Polícia Federal (PF) iniciou a operação Heritage, com o objetivo de investigar crimes relacionados ao Sistema Financeiro Nacional, incluindo peculato, lavagem de dinheiro e uso indevido de informações privilegiadas.
Durante a operação, foram cumpridos 25 mandados de busca e apreensão nos Estados de Mato Grosso, São Paulo, Rondônia e Ceará. Os mandados foram expedidos pelo Supremo Tribunal Federal, que também autorizou diversas medidas restritivas contra os investigados.
Entre as medidas adotadas, destacam-se o afastamento dos sigilos bancário e fiscal, além do bloqueio e da indisponibilidade de bens até o montante de R$ 316 milhões. Também foi determinada a proibição de saída do país dos envolvidos, com a retenção de seus passaportes, e a restrição de contato entre os investigados.
As investigações tiveram início a partir de um acordo entre o governo do Mato Grosso e uma empresa de telefonia, que envolve a restituição de valores oriundos de uma disputa tributária. A PF identificou indícios de que a operação financeira estava sendo utilizada para desviar recursos públicos que ultrapassam R$ 308 milhões.
De acordo com as apurações, o esquema criminoso utilizava uma complexa estrutura financeira, composta por fundos de investimento em cascata e pessoas jurídicas interpostas, com o intuito de ocultar e dissimular a origem, movimentação e destinação dos recursos desviados.